quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2016

Eu não lembro a última vez que tenha desejado com tanta força que um ano seja bom como desejei pra esse 2016.
Não que tenha achado 2015 realmente ruim. Não achei. Na verdade achei estável. Talvez esteja aí o x do problema. Não saí do lugar.

Às vezes estacionar é pior que andar lentamente. 2015 foi um ano em que a inércia tomou conta de mim. Não é bom.
Espero que 2016 seja de caminhada. Mesmo que lenta, mas que eu me movimente.

Espero que em 2016 eu me encontre e seja plenamente feliz comigo. Eu preciso. Na verdade é só o que eu preciso e quero. Que eu me encontre e seja feliz.

Feliz 2016 a todos. Sejamos plenos. Sejamos felizes.

Amém.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Foda-se

Apenas mais um dia em que a vontade de xingar o mundo é maior que de abraçar o mundo.
Aqueles dias em que a vontade de desejar os mais sinceros foda-se pra todos em volta é maior que tudo.
E é isso que desejo. Meus sinceros foda-se a todos. Vá se foder, mundo!

Cansei.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A pirraça

Quando criança eu nunca fiz pirraça. Segundo minha mãe e meus irmãos, eu nunca dei trabalho. Nunca contestei e sempre aceitei o que era me dado, reservado. Eu não sei o que mudou.

Ao chegar na vida adulta me apossei de um espírito pirracento. Que cisma que quer algo e tem que ser, tem que acontecer e tem que ser agora.

Eu não gosto desse ser. Não queria ser assim, pois não dá certo. O confronto com a lógica me destrói, me machuca, me deixa exposta a situações que se não são vexatórias são no mínino incômodas não só a mim, mas a quem me cerca.

Queria muito voltar ao ponto exato em que deixei de ser a criança compreensiva e me  tornei o adulto besta que sou hoje. Que opta pelo sofrimento ao viver lógico. Eu não sei como foi, mas queria muito parar. Talvez falte um pouco mais de força de vontade, eu realmente não sei.

Só sei que não gosto do que sou hoje. E sei que muita gente também não gosta. Queria me amar mais, ser mais positiva em relação a mim, ser feliz. Como é difícil isso, ser feliz.

Talvez hoje eu esteja no que chamamos de fundo do poço. É horrível, mas ao mesmo tempo é bom, pois você descobre que não tem mais pra onde descer então só nos resta subir ou aceitar o fundo e se afogar. Eu gostaria de subir e vou buscar a subida.

É o que vou fazer. Subir e respirar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Eu choro

Nada melhor do que soltar o choro e lavar a alma.
Talvez o melhor lugar do mundo seja sua cama e seu melhor amigo o travesseiro. É nele que são depositadas as lágrimas de um choro que compreende cansaço, tristeza, frustração e derrota. Nele se confia, pois guarda o melhor de ti e o pior de ti. Guarda em silêncio, aceita a missão.
Chorar alivia. Eu choro porque é o que me resta. Eu choro porque me liberta. Eu choro.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Em pensamento

E quando você evita escrever pra não se tornar tão transparente ao ponto de que todos possam conseguir fazer uma leitura plena sobre você?
É, essa sou eu no momento.

Não reclamo. Aprendi ao longo dos anos que isto é na verdade muito bom.
Aprendi a resguardar sentimentos. Sejam bons ou ruins.
Nem sempre gritar pro mundo ouvir é bom.

Vim num período de um ano gritando pro mundo e percebi o quão ridícula eu estava sendo, pois gritava sentimentos que na verdade era mais objetos de riso, chacota, do que música para os ouvidos de quem você tanto queria que ouvisse.

Aprender é bom. E muitos são os que nos ensinam.
Às vezes o processo de aprendizagem é salgado, doloroso, mas a gente aprende.
Eu pensei que não sairia dessa, mas saí.

É engraçado quando a gente se ilude pensando que tudo pode mudar, que o jogo pode virar, mas lá no fundinho você sabe que não.
Não vai mudar.
E quer saber? Que bom que não virou. Que bom que não mudou.
Que bom, que bom...

Não digo que em alguns momentos eu penso "Ah, bem que podia ter sido diferente, né?" Não, não podia. E isto não é ruim. Isto é a realidade.
No fim das contas o que eu aprendi mesmo foi ser realista. E isso faltava muito em mim. Hoje posso dizer que trabalho com o palpável, o real.

E eu gosto disso.

domingo, 8 de novembro de 2015

Aquele tempo.

Não sei vocês, mas eu às vezes paro e tento muito sentir cheiros e sensações já vividas. É algo muito estranho, mas tento e muito fazer.

É uma saudade de sensações. Talvez esse seja a pior das saudades, pois mesmo que você reproduza o contexto, a sensação não é a mesma.

Sentir saudade de um tempo específico diz muito sobre o seu atual momento. Sim, não estou plenamente satisfeita então acabo recorrendo a momentos bons do passado e tento revivê-los.

Às vezes tento voltar a um tempo em que eu não sentia medo de nada. Sim, existiu esse tempo, mas o fato é que hoje sinto uma enormidade de medos, receios e angústias que acabam me bloqueando. É preciso superar e eu tento.

A verdade é que temos que fazer com que os momentos do presente sejam tão gostosos quanto os que nos marcaram. Não por competição, mas sim por tornar os dias mais leves, mais aprazíveis. Talvez viver seja mesmo complicado, mas muito por nossa vontade em complicar o que as vezes é bem simples.

Viver é deixar e se deixar viver. Permita-se. A partir de hoje eu vou me permitir.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ela não passa.

Afinal, o que é saudade?
Por que essa coisa louca que aperta e desassossega?
Não passa. Não tem remédio. Não larga.
Quisera eu poder conseguir dominar esse sentimento.
A gente até tenta, mas parece que aperta mais.

Às vezes parece que você sente sozinho. E invariavelmente é mesmo. Sente só, por estar só e apenas sente.
Não passa.
Não cura.
Não morre.

Saudade, eu tenho saudade.

sábado, 24 de outubro de 2015

Sobretudo.

Você não é.
Por mais que você queira, você não é.
Por mais que você tente, você não é.
Você não é.

Simplesmente.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Engolindo as palavras

Tô sumida.
Sim, é um sumiço estratégico.
Pois tudo o que eu queria escrever eu sei que não deveria escrever. Vai soar amargo, rancoroso e evidenciar coisas do passado. Pessoas uma vez enterradas devem permanecer enterradas.

Alcançar a maturidade de querer gritar, mas calar para não ferir-se é muito bom. Tenho praticado isso e não sei se me faz mal, porém me evita uma série de problemas.

Evocar o passado não alivia uma mágoa, uma dor. Só machuca mais. A vida segue seu curso e é importante obedecer. Tenho obedecido. Por mais doloroso que seja olhar pessoas e lembrar de promessas feitas que não foram ditas de verdade, pois se fossem hoje seriam realidade.

Fico feliz por vocês que vejo desde 2008 seguindo o mesmo trilho, de mãos dadas, enfrentando situações adversas, se apoiando e sendo felizes. Fico feliz por vocês sim. Pois vocês me fazem continuar a acreditar que isso seja possível nessa vida.

Vocês me fazem ter esperança no amor.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Down

Essa dor de ouvido me deixou muito pra baixo.
A gente tenta manter a pose, mas certas dores nos dobram.
Se bem que não sei se tô pra baixo apenas pela dor ou se a uso como uma desculpa pra tristeza e apatia.
Seja lá o que for vai passar. Sempre passa.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Amigos, que fase...

Aquela fase em que você se contenta em abrir a janela do whatsapp, ampliar a foto e só admirar.
Aquela fase que você não diz nada porque tudo que queria dizer ia te fazer sentir vergonha depois.
Aquela fase em que o toco tá tão enraizado que você nem balança mais.
Aquela fase que você conversa em pensamento fazendo perguntas pra ela e você mesmo respondendo.
Aquela fase que você mesmo para, pensa e diz "cara, tá ruim pro seu lado!"
Aquela fase que todo mundo passa, mas quando é contigo parece que nunca tem fim.
Aquela fase.
Aquela
Fase.

Que fase.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

.

Graças a Deus amanhã é dia de desabafar.
Semana louca.
Mês louco.
Ano louco.
Louco.

sábado, 3 de outubro de 2015

Questões sobre Ela

Será que ela sabe que ela é a minha ela?
Será que ela pensa que a ela é outra?
Será que ela sabe que pra mim é ela e mais ninguém?

Será que os outros sabem que ela é ela?
Será que ela sabe que os outros sabem que ela é ela?
Será que ela finge que não sabe que é ela?

Será que ela acha que menti pra ela?
Será que ela mentiu pra mim?
Será que ela queria só por uma noite?
Será que ela percebe que eu tenho recaídas?

Será que ela me acha trouxa? (Sim
Será
Que
Ela
Será
?

E quem é ela?
Apenas questões sobre ela.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Guerra Fria

A gente se vigia
a gente não se fala
a gente finge q não se vigia
a gente dá umas indiretas
e ninguém aperta o botão unfollow.

A gente se evita
Somos diplomatas
Educadas ao extremo
Seu terreno, meu terreno
Ninguém invade.

E assim seguimos
Numa guerra silenciosa
Sem que ocorra um tiro
Mas na iminência de um bombardeio.

Seguimos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Você me cega!

Você me descontrola.
Tenho plena noção disso.
Não existe prumo quando você me domina.
Já perdi as contas das besteiras que fiz quando você chegou e me dominou.

É, não tem jeito.

Eu luto, eu me esforço, mas você chega e toma conta do pedaço.
Eu tenho temor a ti, mas não lembro quado você chega de mansinho.
E muito menos resisto quando chega abruptamente.

Você é violento.
E me torna violenta, insensata, impulsiva.
Não sou, mas fico grossa, histérica, idiota.
Torta.

Ah, ciúme, por que não vai embora?
Porque me ama desse jeito a ponto de ser 70% de mim?
Me deixa,
me esquece,
me alivia.

Não me cegue!
Não apareça quando não seja parte da relação.
Não te convidei!!

Não interfira na relação com quem não tem nada comigo.
Também não fique na relação com quem tem.
E principalmente, não me faça perder a relação com alguém!

Você já me atrapalhou demais.
Já perdi amores por sua causa!
Já falei besteiras demais por sua causa!
Já chorei demais por sua causa!

E hoje olho pro passado e reclamo por sua causa.
Vivo no presente envolta ao seu laço, canalha!
Ah, ciúme, me larga!

Ah, ciúme...


domingo, 27 de setembro de 2015

Eu te desafio

Eu te desafio a puxar assunto com quem você olha todo dia e não tem coragem de dizer um oi.
Eu te desafio a dizer "eu te amo" para aquele amigo que tá contigo em todas as horas.
Eu te desafio a ser feliz hoje, amanhã e depois sem pensar no amanhã.
Eu te desafio a perdoar.

Eu te desafio a pedir perdão.
Eu te desafio admitir para aquela ex ou aquele ex que sente a falta dele. Não como amante, mas como companheiro.
Eu te desafio a ser sincero pelo menos por um dia. Seja contigo ou com os outros.

Eu te desafio a me desafiar.
Eu te desafio a me dizer um oi por qualquer rede social (tô em todas).

Eu apenas te desafio.
Simples assim.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Just kidding!!

Eu levo mais fama do que deito na cama.
Isso é mau.
Se eu tivesse deitado 50% do que as pessoas pensam eu tava bem, viu?
Não estou usando apenas linguagem figurada, mas sim eu levo muita fama.

Tudo bem que algumas eu tenho culpa por ter construído um personagem muito bem feito. Mereço prêmios, aplausos e o que mais puder vir pra somar.
Mas isso tem um preço. Rapaz, eu às vezes falo uma parada séria e as pessoas pensam que é zoeira, e acabam achando que tô zoando uma coisa séria e eu tento consertar e fica mais zoado, mais complicado, mais irônico, pronto, lascou!

A ironia tem aquele limite perigoso.
É muito fácil passar desse limite. Admito que algumas vezes passo.
Porém, nem sempre é algo desejado ou planejado, quando vejo já foi.
Ultimamente tenho tentado diminuir o tom, pegar mais leve.

Não parece, mas eu escuto todas as críticas e tento ao máximo aproveitar o que me é dito.
Sei que pra muita gente eu não passo disso, um ser que não liga pra nada, só quer zoar e ser irônico 100% do tempo que tá acordado.
Mas não sou assim.

Na maioria das vezes me preocupo com o outro. Só que meu jeito é esse.
Me escondo atrás da brincadeira, da ironia pra encobrir muito do medo, da vergonha, da timidez.
Não parece, mas sou tímida. Sou sim!

Mas por gostar de vocês, e gostar muito de quem acha que eu passo dos limites, que brinco mais do que devia, eu venho colocando um pouco de seriedade no meu dia-a-dia. Nada que vá me fazer mudar, mas talvez me equilibre.
O equilíbrio nunca é ruim. Não pode ser ruim.

Eu vou continuar encatiçando vocês, mas também vou continuar abraçando vocês quando for necessário.

E lembrem-se: Just Kidding all the time!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A vida ela é...

A semana está estranha.
Pessoas do passado aparecendo do nada como uma chuva de verão. Parece até uma pegadinha, mas não é.
Além dos fantasmas do passado, a gente precisa lidar com os perigos do presente, e pior, antever o futuro.

Curiosamente esta semana me peguei repetindo a frase "a vida é feita de escolhas" para três pessoas diferentes, e em situações diferentes. Seja aconselhando, seja apaziguando, seja chamando à realidade.

Vejamos.
Agora refletindo um pouco, sobre os loucos acontecimentos semanais, me peguei pensando que de certa forma estava servindo pra mim também a frase. Talvez seja a hora de parar de lamentar e aceitar escolhas e atitudes tomadas. Nada fica por isso mesmo, há de ter consequências todo e qualquer ato tomado. Então talvez seja necessário um pouco mais de tranquilidade na tomada das decisões. Elas tem peso, tem ônus e bônus. Está preparada pra isso?

Respostas só temos depois do passo dado.
Nunca deixei de caminhar por medo do que há de vir. Choro a decisão mal tomada, mas as tomo. Eu sempre tomo.

Porque eu sei, e como sei, que a vida é feita de escolhas.
E é preciso viver.
Vou vivendo.
Estou vivendo.
Eu viva e vendo.
Eu.

A vida é feita de escolhas, baby.
Tente viver bem.
Tente escolher bem.

Mas se por ventura escolher mal, viva com isso, aceite isso, siga com isso.
E fim.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Teu Rastro - Vander Lee

Se o belo é belo não habitará jamais
Os corações, leões, cheios de medo
Se na verdade o oculto mostra mais e mais
Amor, vivo em silêncio meu degredo.

Se minha mão tateia no vazio de um quarto escuro
Desenha um barco a navegar nos mares do futuro
Enquanto a estrela tece a hora certa de acordar
Desejo mais que tudo te encontrar...
Subo o mastro
Procurando teu rastro
Busco teus sinais
Em que ilhas,
Em que plano brilhas

Como e onde estás
E onde vais...
Correntezas
Cheias de incertezas
Curvas, quedas, loucos ais
Onde vais
Bem aqui
Vive esperando por ti
A flor, o fruto, o cais.
Onde vais
Bem aqui
Vive esperando por ti
A flor, o fruto, o cais.
Onde vais

Você mudou...

Na vida existem momentos cruciais.
Aqueles momentos que você não pode mais empurrar com a barriga, titubear ou se escorar no deixa pra lá, depois a gente vê.

Acredito que um deles é o exato momento da sua vida em que você precisa escolher entre se agradar ou agradar aos outros.
É complicado. Talvez nem todo mundo tenha esse momento, pois já nasceu optanto entre um ou outro. Tem gente que não abre mão em se agradar e outros não abrem mão em agradar aos outros.

Percebo que em quase todo tempo dos meus 35 anos eu optei em agradar aos outros. Durante muito tempo foi difícil admitir a mim mesma que fazia isso, mas eu sabia que fazia. Hoje consigo mesclar. Mas se você é do tipo que por toda vida optou em agradar aos outros em detrimento de você mesmo, acredite, sua mudança vai causar espanto.

Ultimamente tenho ouvido com frequência a queixa dolorida de algumas pessoas com a frase "poxa, mas antigamente você fazia" Antigamente...
É bom pensar em si às vezes. Na verdade é muito bom!!

Então, se você me ama, se você gosta de mim, nem que seja um pouquinho, não se queixe das minhas mudanças, pois elas são positivas pra mim. Eu precisava.

É bom ser mutante, é bom ser mutável, é bom, muito bom, que bom!

domingo, 20 de setembro de 2015

Quando a paz reina.

Estava ausente.

Sei que parece egoísmo, mas estou mais presente quando me sinto mal. Porém, ultimamente, venho me sentindo em paz.
Aprendi a lidar com os problemas recorrentes e que de certa forma pareciam impossíveis de lidar. Na verdade eles eram tão comuns e sem importância que ao colocá-los em seus devidos lugares tudo se fez em paz.

E essa paz é tão boa que tenho medo de perdê-la.

sábado, 5 de setembro de 2015

Estou leve.

Será que é certo falar a verdade?
Claro que é, responderiam quase  todos, porém venho sentindo que nem sempre é certo ser sincero.

Às vezes a gente perde muito mais do que ganha ao fazer uso da sinceridade. Não foram poucas as vezes em que me arrependi de ter dito a verdade, porém insisto.

Por mais arrependimento que possa ter eu continuo insistindo em fazer uso da verdade.
É complicado, mas alivia. Você pensa "que puta cagada que fiz", mas se sente leve por não esconder algo.

É louco, mas me sinto leve.
E espero continuar me sentindo assim.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

É o que parece ser...

Eu tenho sentido uma vontade imensa de não ser eu.
Eu tenho sentido uma vontade imensa.
Tenho tido dias tão difíceis que nem consigo compreender.
Tenho até preferido evitar entender.

Tantas coisas que acontecem e me pergunto "mas por que?", mas nunca tenho resposta.
Dias que você pensa que tem feito tudo errado e contribuído pra que não entenda nada do que está acontecendo.

Parece que existe outro eu.
Um outro ser que as pessoas vêem e eu não.
De repente, não mais que de repente, você se descobre vilão quando na verdade pensou ser mocinho o tempo todo.
É isso, venho me sentindo vilã, mas não me vejo assim, porém é como me vêem.
Eu só me pergunto "será que sou e não percebo?" Será?
Devo ser, meu Deus, devo ser.

É o que parece ser.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

As coisas.

As coisas que você pensa
As coisas que você diz
As coisas que você não diz
As coisas que você diz sem pensar
As coisas que você ouve

As coisas que pensam sobre você
As coisas que você pensa sobre os outros
As coisas todas
As coisas nenhuma
As coisas que causam problemas

As coisas que resolvem problemas
As coisas que acalmam
As coisas que atiçam
As coisas dos outros
As coisas da gente

As suas coisas
As coisas que a gente faz por amor
As coisas que o amor nos faz

As coisas tais e quais
As coisas banais
As coisas vitais
As coisas de comer
As coisas de beber

As coisas
E só.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Culpa

Talvez eu não estivesse tendo a real dimensão do quão calhorda estava sendo nessa situação. Como num estalo me dei conta. Parece que vi um filme passando e nele estava sendo narrada toda essa história. E fiquei triste.

É claro que sempre pensamos que agimos eticamente, mas nem sempre é assim. Estava falhando, estou falhando, e talvez seja preciso rever conceitos e posturas.

Fica tudo mais claro quando você faz o exercício de se colocar no lugar do outro. Se ver numa posição desconfortável te faz pensar. Te faz rever e assumir erros.

Não gostaria que fizessem isso comigo então porque estou fazendo? Ainda não tinha me perguntado isso. Até que ponto vale ferir seus princípios? Você não é feita dessa massa, Danielle. Volte ao pó. Se refaça, você pode e merece mais.

É hora de se afastar do que não te faz bem e, principalmente, não ser responsável pelo mal de alguém, pois sim, você também terá culpa, terá responsabilidades e nem adianta dizer que você não deve nada a ninguém, pois deve.

Deve especialmente a você mesma.

sábado, 29 de agosto de 2015

I'm fine, man!

- Aparentemente está tudo bem.
- Psicologicamente?
- Indo.
- Fisicamente?
- Não.
- Estrategicamente?
- Ah, esquece.
- Ideologicamente?
- Que isso?

- Como tá a mente?
- Ai, tá fenética!
- Você não gostaria de alongar as respostas?
- Alongar cansa, vou continuar assim mesmo.
- Prefere?
- Sim, claro.

- Pois bem...
- Hum.
- Tá dando a hora, né?
- Tá, posso sair antes?
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Ok então.
- Ok.
- Até semana que vem.
- Até.
- Tchau.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Tão eu...

Será Que Vai Chover?
Os Paralamas do Sucesso
 

Eu fico pedindo atenção
Cachorro fazendo graça
você não diz nem sim nem não
Faz que não entende disfarça
E me pergunta com essa cara
Será que vai chover ?
Eu não sei não não
Eu sigo chamando mas
você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
E me pergunto
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

Eu ando tão perdido de desejo
Em cada esquina imagino te ver
Hoje é domingo eu tenho vinte e cinco
Eu acho que vai chover
Eu sigo chamando chamando
Mas você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

Eu ando tão perdido de desejo
Em cada esquina imagino te ver
Hoje é domingo eu tenho vinte e cinco
Eu acho que vai chover
Eu sigo chamando chamando
Mas você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

Eu fico pedindo atenção
Cachorro fazendo graça
você não diz nem sim nem não
Faz que não entende disfarça
E me pergunta com essa cara
Será que vai chover ?
Eu não sei não não
Eu sigo chamando mas
você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
E me pergunto
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

Eu ando tão perdido de desejo
Em cada esquina imagino te ver
Hoje é domingo eu tenho vinte e cinco
Eu acho que vai chover
Eu sigo chamando chamando
Mas você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

sábado, 22 de agosto de 2015

Sometimes

Não foi uma boa semana.
Não está sendo um bom ano.
Mas há de melhorar.

Essa fé que o ser humano está condicionado a ter é o que tem me empurrado em 2015.
Fica até difícil dizer o que tem sido mais extenuante, mas nada impeditivo. 
É só preciso um pouco mais de força pra empurrar.
Longe de mim pensar que apenas uma virada de ano possa mudar um panorama, mas é nisso que a gente se agarra.

O barco tem ido bem devagar, mas tá indo. 
Celebremos esta brisa que tem empurrado o barquinho. 
Queria que a cabeça seguisse o mesmo rumo do coração. É tão complicada essa luta.
Às vezes me vejo cansada demais, mas é muito mais pelo esforço de negar, de pegar atalhos, de fugir do caminho usual, de evitar confusões, conserta situações, enfim, de ter que ser muitas em uma.

Às vezes queria ser apenas uma.
Às vezes não queria ser ninguém.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Laço

Laçou.
Lá se vou, vai, foi.
Lá.

Laçado.
Lá sou mais eu.
Lá somos nós.

Lá se foi meu sossego.
Lá vem você de novo.
E lá vem e não está só.

Lá que não é cá.
Lá que não é pra já.
Ladainha.

Lama
Lata
Ladra.

E lá ficou.
Lá.
E eu cá.

Enfim.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Puta dia bonito e...

Tô aqui sentada no sol descansando do almoço e acabei me perguntando como é que a gente aceita trabalhar 10h (dez horas) por dia e de boa?

Caras, por melhor que seja o salário e os benefícios é muito tempo gasto pra outros e pouco pra você.

Tudo bem que precisamos trabalhar  pra garantir o sustento, os luxos, manter a sacralidade do trabalho, mas gente!! É muito tempo!!

Esses dias de volta ao trabalho (tava de férias) estão sendo bem difíceis, pois quando se experimenta o que é bom você acaba acostumando. Tenho só repetido "puta dia bonito e eu trancada nessa sala". É uma verdade, puta dia bonito e nós trancados numa sala! O que a gente vive? Quando vivemos? A que custo?

Dá vontade de levantar do banquinho e ir ao RH pedir demissão. Mas não dá, né? Tem as contas. Tem a smart TV pra pagar rs.

Aceita, Dani. Aceita.
Mas que dá vontade, dá.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Qual o rumo?

É tudo muito enigmático.
Sempre um mistério e todo um labirinto pra se chegar a uma resposta.
Se a vida é um mar, sei que tenho como navegar.
Tenho minha jangada.

Flutuo nessas águas nem tão tranquilas assim.
Fiz minha embarcação com os tocos diários dessa vida.
Vão remando rumo a ilha deserta.
Lá ficarei em paz.

Vou sem um Wilson.
Na solidão se encontra respostas.
E atrás delas que vou.
Não devem estar tão difíceis assim.

E o rumo?
E o prumo?
E o equilíbrio?
Ah, pra que, né?
Não precisamos.

Ser solto
Estar solto
Sem norte
Apenas com a sorte.

E vamos que vamos nessa direção
Remando
Remando
Remando
E
M
A
N
D
Onde vamos parar?

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

E aí?

Hoje não, Faro!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Alvoroço!

Eu abri a página disposta a inventar qualquer parada aqui.
Acredito que esteja viciada em ter que falar mesmo sem ter o que dizer.
Mas confesso que ando tão encatiçada que escrever é até bom. 
Imagina eu falando o tanto de besteira que penso?

Sério, imagina o tanto de besteira que eu tuitaria se falasse tudo que tenho pensado?
Essa semana eu tô mesmo na vontade de perturbar. É muito bom perturbar. Que me desculpem os que estão sob a minha perturbação diária, mas não consigo evitar. Confesso a vocês que não falo e não sacaneio vocês nem metade do que penso.

É muito bom ter uma mente trakina. É o que eu penso, mas não sei se é bom pra quem tá por perto.
Eu sei que deve ser terrível a agitação, a hiperatividade, a vontade que devem sentir de gritar "pelo amor de Deus, para um pouco!" Mas as pessoas suportam. Eu não sei como, mas suportam!

Queridos, perdoem o alvoroçamento, tenho tentado acalmar (em vão).
Enquanto isso apenas fiquem na paz de Deus e fé no pai que o inimigo cai.

Amém!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ser impulsivos, estar impulsivo.

Ninguém te conhece melhor do que você mesmo.
Sei lá, talvez a mãe possa chegar perto.
A verdade é que só você mesmo sabe seu poder de destruição.
Tenho parado pra refletir e me perguntado qual dessas características me prejudica mais:
ansiedade ou impulsividade.
Hoje me peguei pensando nas duas. Não consigo mensurar qual seja a pior. Ou qual me prejudique mais. Sei que delas são desencadeados outros desajustes. É interessante perder um tempo com suas fraquezas e tentar trabalhar sobre elas, mas ao mesmo tempo é doído.
Eu costumo rir dessas reflexões, pois rir de si é bastante honesto e causa uma boa sensação. Geralmente me pergunto bastante como é possível que eu tenha errado tanto e como eu continue errando tanto ainda.
A resposta é o fato de ser humano. E humano tá na terra pra errar. Venho, faz tempo, falando "Dani, não se cobre tanto". " Dani, não confie tanto ". " Dani, não se jogue tanto ". Meu problema é que a ansiedade e a impulsividade não me permitem ouvir meus próprios conselhos, quiçá ouvir o conselho de outros.
Tenho trabalhado a aceitação ao erro. Me falado que não é feio errar e que não há vergonha nisso. Não se envergonhe, cara. Vergonha é não ter história pra contar.
Pense nisso.

Açoite.

Açoitou
Sinceramente cortante
Apaziguador furor.

Cartas marcadas
seladas,
carimbadas e
enviadas.

Cessou.
Não, nem de longe.
É clamor.

É chama
Me chama
Me queima.

É dor.
Será?
Parece medo.

Não sei.
Talvez seja calor.
Furor,
Ardor,
Sim, calor.
Calor de amor.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Mas é preciso odiar?

Existe uma forte corrente que prega o ódio puro e simples a todo e qualquer indivíduo que um dia foi seu par amoroso e que por consequência do destino hoje não é mais par. Será que é ímpar? No caso os e as ex.

Pois bem. Essa semana tive uma conversa esclarecedora, de forma amistosa, com uma ex. Sim, eu converso com todas e me considero normal.

O tema era: você me odeia?

O questionamento vinha dela. A surpresa era minha, pois não estava conseguindo ver cabimento na pergunta, mas respondi, pois nada me custava.

Respondi que não. A surpresa passou a ser dela, pois em sua mente não cabia eu não odiá-la uma vez que somos ex.
Pois bem, perguntei onde e quem inventou tal lei.

Eu tenho imensas dificuldades em pensar que alguém a quem desejei as melhores coisas enquanto estava comigo passe a ser alvo de ódio por não estar comigo.
É claro que existem casos e casos. Tem ex que falo por educação, pois não merecia mesmo mais uma palavra, porém eu consigo esquecer as coisas ruins e focar no que passou, passou e segue o fluxo.

Tem ex que pensa que arrasou com a gente, mas na verdade fez favor. Eu deveria me chamar Poliana por ver tudo positivamente, mas é assim que sou. Nem sempre estar com alguém é o melhor pra você. Às vezes um fim seja o melhor pras duas partes.

É claro que isso não é uma regra. Assim como não acho regra que se tenha ódio ao ex não quero colocar como o certo ser amigo de ex, pois cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, né? Só o dono da dor sabe quanto dói. Então deixa fluir, segue a vida, não force a barra, pois o que tiver de ser será.

Eu gosto de todas as ex. Quero bem de todas. Algumas um pouco mais que outras, mas mal eu não quero de nenhuma. Entendo aquelas que preferem o afastamento. Não critico e não forço. Mas eu tenho um carinho imenso por aquelas que ainda abrem um sorriso pra mim. Que falam comigo sem parecer que quero algo além do que elas queiram oferecer. Sim porque tem essa também de pensar que você tá próximo porque quer recordar. A gente precisa ser mais leve. A gente precisa suavizar. A gente precisa humanizar.

A gente também precisa parar de escrever depois de beber.

:)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ah...

Ah se você soubesse
Ah se você quisesse
Ah se...

Ah se eu soubesse
Que eu ia querer sempre
Ah se...

Ah se a gente falasse a mesma língua
Andasse no mesmo caminho
Ah se o se não existisse.

Ah se eu tivesse coragem
Ah se não tivesse medo do toco definitivo
Se ao acaso você dissesse sim

Se...

Ah...

Ah se...

Ah se você quisesse dar o restart
Ah se quisesse dar o reset
Ah se não quisesse fingir que não quer

Ah será que finge que não quer?
Ah será que não quer mesmo?
Ah será?
Ah...

Ah você.
Ah você me enfeitiçou.
Ah você e só você.
Ah...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Frouxa

Às vezes acontecem uns lances que me derrubam.
Não deveriam, mas derrubam.
Eu deveria me importar menos com as coisas, dar pouca importância para fatos e pessoas, ser inabalável.
Porém, não consigo.
Queria ligar o foda-se. Mas nem sei onde fica o botão do on do foda-se. Apenas mais uma coisa que não sei.
Você é frouxa, Danielle. Você é.
Frouxa.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ai, doutor...

Eu tenho muita dificuldade de ir ao médico.
Não uma dificuldade motora ou falta de opções de profissionais. Tenho dificuldade por não saber como dizer ao médico o que estou sentindo.
Fico dias sentindo o mal e pensando como expressar ao médico os sintomas.
 É sério.

Quisera eu que essa dificuldade se resumisse ao médico.
Sinto a mesma dificuldade no dia a dia. Ao me expressar e interagir com as pessoas.
Fico dias, meses e meses remoendo aquela vontade de chegar pra pessoa e dizer o que realmente sinto.
Geralmente quando consigo sai apenas um "cara, eu gosto muito de você!"

Quem chega em uma pessoa que tá cercando, cobiçando, sei lá mais o que, e diz "cara, eu gosto muito de você!"?
Essa sou eu.
Fatalmente eu recebo um "Pô, cara, que legal, eu também gosto muito de você!"
E você tem que aceitar porque afinal, né? Valei-me!

É muito engraçado esse lance de ser tímido pra algumas coisas e soltão pra outras.
Pras coisas do coração não tem jeito, sou tímida.
Mas em compensação pra tantas e tantas outras coisas eu sou solta até demais!

Acho que não tem jeito, vou estudar um jeito de explicar ao médico como está essa dor no braço porque já suportei demais.
Pras outras coisas vou continuar empurrando e dizendo toda vez que tenho oportunidade um "eu gosto muito de você!" e ficar na esperança que um dia eu te convença como é grande o tamanho desse gostar.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Sono

Perdi o sono.
O pouco que dormi foi conturbado.
Sonhei freneticamente com cachaça e Nudes. Tudo misturado. Me impressionou o fato de ter ido dormir tranqüilamente, sem pensar em bebida ou Nudes.
Os dias de consulta são ainda mais agitados. Preciso equilibrar o pós desabafo.
O ser humano é uma máquina muito louca, somos uma máquina muito doida!
Dorme, acorda, dorme, sonha, acorda.

Aceita, Dani.

Até que ponto é válido se expor e derramar todo querer sobre quem, ao que parece, não quer que você queira?
Até que ponto?

Não sei. Existem dias que você entrega os pontos e aceita a derrota. Aceita que não vai ganhar, não vai levar, não vai dançar. Você sobrou. Você vai sentar à mesa e ver o bailado alheio. Aceita, Dani, aceita.

Se ela não quer dançar não adianta obrigar.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Suspiros

Mais Feliz

O nosso amor não vai parar de rolar
De fugir e seguir como um rio
Como uma pedra que divide um rio
Me diga coisas bonitas

O nosso amor não vai olhar para trás
Desencantar, nem ser tema de livro
A vida inteira eu quis um verso simples
P'ra transformar o que eu digo

Rimas fáceis, calafrios
Fure o dedo, faz um pacto comigo
Num segundo teu no meu
Por um segundo mais feliz

terça-feira, 21 de julho de 2015

Amigos

Ontem foi o dia do amigo. Devido a distração do dia esqueci de escrever qualquer coisa sobre o assunto. Coisa não quer dizer desleixo, descaso, mas algo mesmo. Tento corrigir através dessa mensagem de Fernando Pessoa que talvez traduza o que são meus amigos e porque amo todos que estão comigo nessa caminhada. Amo vocês, amigos. Cada um ao seu jeito, amo vocês.

"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."

Fernando Pessoa.

domingo, 19 de julho de 2015

Sobre tudo e nada.

Aquele dia que você acorda com necessidade de escrever, mas não sabe exatamente sobre o que.
Não sei se fica claro nos meus textos, mas escrevo pra não enlouquecer. Às vezes a cabeça enche tanto que é preciso esvaziar.

Não é um fenômeno raro, o de cabeça cheia, muita gente passa por isso e cada um desanuvia de um jeito. Uns bebem, outros dormem, outros correm, alguns fingem, eu simplesmente escrevo.

Escrever sobre o nada está longe de ser um desafio pra mim. Acredito que toda a minha vida eu escrevi sobre o nada, pensei sobre o nada e me diverti com coisas sobre o nada (viva Seinfeld).

O nada na verdade abarca o tudo. Como às férias me fazem pensar ainda mais sobre o tudo, sobre o nada, sobre eu, sobre você, sobre nós, sobre o mundo.
Talvez todo o problema da humanidade esteja no pensar.

Pensar que vai, que não vai, que tá ruim, que vai melhorar, pensar o que ela tá pensando, o que ela pensa sobre mim... Enfim.

Penso que já esvaziei um pouco a mente, adiei o enlouquecimento e já tá bom de falar nada com nada, né?
Vou-me!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Espelhos

Nem sempre os espelhos servem para ver a beleza que somos.
Na maioria das vezes ele serve mesmo pra confundir. Será real, será reflexo? Como saber.

Pessoas são espelhos. Como é gostoso ver suas belezas, mas como vocês me confundem! Não reclamo, até gosto de uma confusão. Não digo que sempre, mas longe de mim reclamar dessas confusões.

Porém, hoje, queria mesmo o sentido literal do espelho. Ver apenas sua beleza, mesmo que pelo retrovisor. Não que eu já não faça. Ultimamente é só o que faço, te sigo, te espreito, te acompanho pelo retrovisor. Aguardo brechas pra chegar e depois ultrapassar.

Essas metáforas não se aplicam apenas à vida amorosa, mas seguem pra vida, dia-a-dia, coisa e tal. É até bom dizer isso, pois responde um questionamento feito a minha pessoa outro dia "pra quem você escreve os textos no blog?" nem todos tem dona, os que tem são facilmente identificáveis, mas a maioria são pra quem se identificar. Podem tomar posse dos que agradarem. São de quem quiser.

Espelhem-se.
Confundam.
Embelezem.

Parece um presente...

A música em mim
Fred Martins

Há música em mim
Quando acordo cedo
A música em mim
Finge não ter medo
Há música em mim
Quando dói o dente
A música em mim
Age normalmente

A música em mim
Tenta ser discreta
Há música em mim
Quando fico quieta
(quando fico)

Há música em mim
No congestionamento
A música em mim
Corre mais que o tempo
Trem bala na sala
Do meu apartamento
A música em mim
Refaz o dia

A música em mim
Me aplaude
Toda vez que eu sigo em frente
A música em mim
Parece um presente
(parece um presente)

[Quando a gente só quer fechar um buraco a gente ocupa com música]

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Pode?

Quem pode?
Quem pode o que?
O que não pode?
O que não pode poder?

Poder não pode, mas deixar de poder pode.
Pode?
Não pode deixar de não poder.
Também pode ter poder.
Podres poderes, poder dos fracos pode.

Explode o poste, encha o pote
Encher pode? Pode porque é forte.
Podes? Que sorte
Sorte é ter dote
Adote o trote, o do cavalo é um esporte.

Errar pode?
Sim, pode, mas rasurar não pode.
Cansar não pode.
Impossível não poder
Esquecer pode, assim como tô esquecendo agora.

Agora já posso poder?
Afinal, o que pode?
Parar de escrever.
Parar pode.
Mas recomeçar é uma ordem
Porque você pode, pode tudo, tudo pode.

Crises

Muita gente pensativa e preocupada com a crise econômica que assola o país. Não critico, pois está realmente alarmante e preocupante a atual situação financeira.
Todavia, as crises são cíclicas. Embora seja preocupante, sabemos que as crises sempre passam.

Acredito que pior que crise econômica são as crises que cada um tem que enfrentar sozinho, correto? Quem nunca passou por uma crise?

Crise existencial, crise de meia idade, crise financeira, crise de falta de idéias, crise de crises do momento, crises.

De todas as crises que passei, acredito que nenhuma outra tenha sido pior que a crise dos 29 anos. Eu fiquei numa Bad que não lembro ter precedente. Sei que a maioria tem crise dos 30, mas eu tive mesmo foi de 29. Eu nem lembro como saí, mas saí.

A crise existencial chegou e fez morada. Essa nunca mais me abandonou. Não entendo, desisti de entender também. Acredito que nem venha valer a pena. Apenas sigo vivendo fingindo que ela não existe, nunca existiu.

Segue o jogo. Segue o rumo, segue o prumo. Siga, apenas.
Crises foram feitas pra passar e passarão.
Sim, passarão.

Ab

Abissais
Absurdo
Absoluta
Absurdada
Abdicação
Absolvido
Abdominal
Abduzido
ABS
Abobadado

Ah bobeira.




domingo, 12 de julho de 2015

Open

Abra teus armários.
Não sei se o certo é aguardar ou avançar com a tropa.
Eu tô como um soldado que aguarda ordens superiores.
Abra, apenas abra seus armários que estou a lhe esperar.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Olhos de ressaca

E o tempo passou e eu nem me atinei.
Parei, sentei e chorei parada no canto.
Foi passando a hora contada, o minuto...
Eu estacionei.
Quantos festivais e eu nem dancei.
Quantas músicas tocadas e eu nem cantei.
Quantos pares formados e eu não formei.
Sentei, permaneci sem agir neste espaço de tempo e lugar.
Horas perdidas, amigos não feitos, beijos não dados, tentativas frustradas na tentativa de alcançar o ser, o ter e o estar e acabar sendo inerte.

Talvez essa seja a situ de muita gente. Talvez não. Maybe yes, maybe not, segue o jogo e não Tomé bola nas costas e muito menos gol.

Apenas seja o que quiser ser.
Faça o que quiser fazer.
Apenas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Aff

Tão cansada que nem consigo pensar o quanto tô cansada.

sábado, 4 de julho de 2015

Antropofagia.

A vida é um eterno ritual antropofágico. Humanos se devoram no sentido real e figurado. Nesse perde e ganha sem fim, quem é o vencedor final? Não existe, pois a luta nunca termina.

Consumo excessivo de bens e pessoas. Todo mundo tem uma lista, de seres animados, inanimados, pessoas. Todos igualados como bens que nem sempre são duráveis.

Se esquece tão facilmente quem e o que se comeu. Come-se sem a importância dos rituais. É comer por comer, correr por correr, beber por beber...

Compromissos não existem mais, satisfações também não. Homens comendo homens, em todos os sentidos novamente, perdoem-me as repetições, mas a vida é assim, o que posso fazer?

Repete-se sem querer repetir, apenas não damos conta que repetimos, faço com você o que fizeram comigo, sem arrependimento e com seu consentimento.

Tolo pensar que se é diferente, somos todos iguais nesse mundo banal e boçal de homens carnívoros e sedentos de satisfação pessoal.

É com certeza um eterno ritual.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Eu bebo.

Eu bebo porque tô triste, mas também bebo porque tô alegre.
Bebo pra relaxar, mas também bebo pra agitar.
Bebo pra comemorar, mas bebo pra me lamentar.
Bebo porque tô amando, mas bebo porque terminei namoro.
Bebo porque o Fluminense venceu, mas também bebo porque o Fluminense perdeu.

Bebo porque é líquido.
Bebo pra dormir.
Bebo pra esquecer e acabo bebendo pra lembrar.
Bebo pra sonhar.
Bebo pra encorajar.
Bebo pra falar, mas também bebo pra calar.

Quantas cervas já bebeu? Pergunta-me Mamadi. Respondo que incontáveis são as gotas de amargura que coloquei pra dentro e incontáveis as gotas de felicidade que joguei pra alma.

Eu bebo.
Sim, eu bebo e faço o que não devia fazer.
Eu bebo pra te dizer tudo aquilo que sonho sóbria.

Eu bebo e talvez esteja na hora de beber água. E só.

Vamos beber.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Abstração

Dormir de olhos abertos
Fechar os olhos e ver o infinito
Correr sem tocar o chão
E sentir o pulsar do coração
Riscar sem rabiscar
Arriscar sem rasurar
Rasurar sem errar
Apagar sem querer consertar
Dizer sim quando se quer o não
Não negar o inegável
Mas negar o afirmativo
Afirmando o imprevisível
Improvisar o previsível
Ver o invisível e
Tentar esconder o visível
Mesmo que seja impossível
Impossível não existe
Mas o possível é inconstante
Nem sempre vem, nem sempre se sente
É apenas um produto da mente
A mente que mente
Mente que nem sente
Quem mente forja uma vertente
Pra continuar inconsciente.

sábado, 27 de junho de 2015

Quero!

Porque nem sempre o querer é poder.
Às vezes o poder não é querer também.
Quantas vezes posso e não quero?
Porém toda vez que quero não posso e quando eu quero, posso, mas não dá?
O que eu faço para dar certo?
Não sei. Se soubesse já teria feito!
Muitas vezes quero, mas não querem! Nessa hora que complica, mas sempre que podem eu quero!

Queria ser compositora, escrever canções bonitas. Não precisava ter sucesso, só poderiam ser gravadas...
Mentira, queria mesmo era compor, que gravassem, que fizessem sucesso, e que me trouxessem DINHEIRO! Não precisava ter fama, isso não quero, mas não significa que possa prever isso, já disse, nem sempre querer é poder!

Eu queria você comigo, mas não posso ter, não tenho, mas penso que posso ter, me traz consolo. Nem choro mais.
Escrever é bom, queria escrever sempre mais, mas não é possível, só não sei porque, talvez seja para economizar lápis, ou seja, para priorizar o qualitativo em detrimento ao quantitativo.

É o querer e não poder.
Fazer o que?
Apenas viver

[Desculpa, eu tô um pouco bêbada]

Amor rima com dor

Corações dilacerados pela dor do amor
Dor do amor não correspondido
Dor, amor, dor... Contradição em pessoa.
Dádiva do amar aliada a lágrima do chorar do amante amargurado.

O que fazer?
Chorar, calar, gritar?
Clamar pelo amado que não é amante
No sofrer do poeta delirante
Sempre na fuga de uma dor pulsante e constante que é o amar sem ter o retorno esperado, sonhado... É a vida.

Dor de amor, fogo que queima a alma, só quem sente essa dor sabe o que é sofrer de amor.
Mas quem não quer arriscar sentir essa chama queimar no peito?
Mesmo quem foge é alcançado, mesmo sem querer.

Eu fujo, você foge, mas não adianta, é eterno, o melhor é se entregar e rezar para ser correspondido, ser o amado amante, ter as noites insones ou bem dormidas.

Amor, dor, calor que aquece o peito aflito.
Frio, gelo que endurece o coração ferido.
Tudo isso por causa da dor.
Dor do amor não correspondido.

[Eita cachaça]

Poetas

Eu queria brincar com uma letra e acabei formando uma palavra.
Quis brincar com a palavra e formei um verso...
De brincar com um verso, formei um poema...
Um poema sem esquema, com dilema e palavras com tremas e temas sem sentido, escondidos em versos jogados em folhas brancas sem graça.

A graça que falta ao mundo no todo e nas partes...
Partes da arte poética. Sem regras, sem formas, formar sem querer, querendo sem querer ver que o disforme forma o conjunto de palavras, versos, letras e poemas.

Idéias vindas da mente.
A mente que apenas brincava com a letra
Que formou a palavra, criando o verso, gerando o poema no verso e reverso,
Do certo pelo incerto no processo criativo do poeta que cria e recria suas frases soltas em folhas brancas sem graça que se tornam coloridas ao se formarem os versos escritos por querer tentando se passar por sem querer  nesse  processo displicente no mundo criativo da mente.

Poetas, brincalhões da língua portuguesa.

Perdão

Perdoe-me, eu não queria tirar sua concentração.
Concentração que sem querer leva à perfeição.
Perfeição que não existe sem inspiração
Inspiração que me faz escrever a canção.

A canção que toca o coração
Coração que chora em silêncio
Pelo silêncio da voz que fala.
Da fala que, por sua vez, cala o coração.

Calei-me.

Causa e efeito

A causa do efeito,
O efeito que causa quando é feito algo.
Fazer algo que cause efeito,
Efeito causado por ter feito aquilo que causa efeito.
A causa do caso, no acaso do descaso com o caso.

Ao passo do compasso marcado,
Na marca do passo,
Do uso do marcapasso.
Marcar o passo para não perder o compasso e a passada marcada a cada passo.
Passadas largas, largadas na vida, jogadas ao vento, perdidas no tempo.

Perder o tempo, tempo perdido, pedido de tempo do tempo vivido.
Viver o momento, momento de vida, vida que segue, que vida bandida.

Bandida é a vida que não é vivida, vida corrida pra não ser perdida, mas já foi perdida.
Perdida no tempo, daquela vez que foi jogada, jogada no vento.

Vento que venta forte e constante.
Inconstante é o tempo que se perde no vento.
Perder e ganhar,
Ganhar a corrida na estrada da vida,
Vida vivida,
Seguida e corrida
Corrida e sentida, pra não ser perdida,
No tempo ou no vento...
A cada momento,
Sem contratempo
E sem sofrimento.

[Pra não enlouquecer]

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Diz aí, como você se vê?

É engraçado a percepção que as pessoas tem de você.

Já reparou que a visão que você tem de si não é a mesma que sua família tem, que na verdade difere da visão que o patrão tem de ti, que é completamente diferente da visão que o colega de trabalho tem que culmina numa visão estratosfericamente oposta a que a sua família tem desse mesmo ser que é você?

Então.

Às vezes me pego sentada e me analiso e, cara, é bizarro.
Eu me vejo sem atrativos, algumas vezes uma forçada de barra, outras nem tanto.
Mas algumas vezes me vejo um tipo bacana demais, que porra, eu até solto um "eu seria muito minha amiga, eu ia gostar de ser minha amiga".
Eu sou de fases.

Mas eu me preocupo, pois muitas vezes tenho uma visão não muito positiva sobre mim. Mas penso que eu sou até legal. Gosto de ser legal. Não faço a mínima força pra não ser. Pelo contrário, me esforço sempre e constantemente em ser uma pessoa positiva ao próximo. Negatividade é ruim demais pro convívio. Consigo não.
Gosto do riso, gosto do gracejo, gosto da paz de espírito, eu gosto de leveza!!!

Eu não sei muito bem, mas eu acho que minha família me vê como um tipo anti social. Confesso que o cansaço tem me tornado anti social.
Eu passo o fim de semana completamente imersa em meus pensamentos, feitos sobretudo sobre a cama, de frente pra tv, e sim, isso mesmo, deitada.
Porta do quarto fechada e eu deitada. Gente, o cansaço, a idade, eles são terríveis, não discuto com eles, eu os obedeço e sim, vivo deitada.

Caras, eu realmente não sei se a gente consegue se definir.
Eu sei que não curto personagens. Eu sou exatamente como me porto. Sou sagaz, mas beiro o ridículo, mas não me envergonho disso. Penso besteiras e falo. Tenho gostos estranhos e confesso a quem quiser ouvir. Não ligo. Julgamentos virão, mas acredite, reciprocidade de sentimentos também. Por mais ridículo que você seja, sempre há de ter um outro ridículo igual a você! Caras e isso é bom demais!! Quando os ridículos se juntam é só prazer, não tem como ter erro!

Eu sou muito feliz com os ridículos que me cercam, pois são iguais a mim.
Penso que os que se afastaram eram pra ser afastados mesmo. Não me pertenciam, não se adequaram ao meu estilo e fatalmente eu também não me adequei aos deles.

Nesse caminho não existe certo e nem errado.
Somos assim.
Vivemos assim.
Felizes assim.



"Taí...
Quero mais é viver
Que esse mundo é uma gargalhada
Pra que me aborrecer"


Sou como sou - Polegar










Eu só queria....

Só queria que você soubesse que sinto sua falta.
Sim, é contigo mesmo que estou falando.
Sinto horrores de saudade,
Mas me esforço o dobro pra não demonstrar.
Me esforço porque sinto que é vergonha demais querer sem ser querido.

Escrevo trocentas frases mentalmente,
mas não envio nenhuma a ti.
As que envio você ri e me confunde.
Será que ri de mim, ri pra mim, ri de nervoso?
Ri pra não deixar no vácuo? Talvez.
Eu não sei.

Não sei se devo, se tenho o direito, se é direito.
É muito chato ser otário publicamente, mas eu até que sou.
Já te confessei ainda sentir ciúmes, não devia, mas faço no impulso.
Faço tudo no impulso, só não me impulsiono além do medo.

Já perdi a noção, a razão, ah já perdi.
Nem ligo mais.
Não importa mais o que se perde...
Uma vez que te perdi e nem vi.

É, perdi.

domingo, 21 de junho de 2015

Sei lá

Não sei de mais nada.
Nada mesmo.

sábado, 20 de junho de 2015

Toco fofo.

Sou o tipo de pessoa que não teme tomar toco.

Tanto não temo que não me furto de chegar, afinal toco todo mundo toma.
Mas confesso que ultimamente venho me sentindo estranha, pois está na moda uma espécie estranha de toco, "o toco fofo".

O toco fofo é aquele que a pessoa te elogia, te coloca no pedestal e depois te empurra. Rapaz, dói muito, pois você tá perto do céu e do nada tá no chão.

Acredito que minha fofura é um convite ao toco fofo. Poucas tem a coragem de chegar e falar, " olha, eu não quero!".
Na verdade eu finjo e na hora rio, mas no fundo dá uma dorzinha.

Mas a vida segue né? A gente vai seguindo tomando novos tocos e sorrindo. Mas ainda prefiro aquelas que dão toco fofo do que aquelas que fingem que não entenderam... Mas isso é papo pra outro texto.

Apenas me digam isso:
EU NÃO QUERO!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A mente.

Mente que nem sente
Sorrateiramente
Agindo pretensiosamente
Pensando que engana a gente.

Covardemente
Atuando gloriosamente
Agindo na mente
da gente.

Tente.
Ah comumente.
Como mente?
Mente.

Mente que nem sente...
Quanta gente que mente.
Somente mente.
E mente!

Mente.


terça-feira, 16 de junho de 2015

Como é que resolve?

A gente pensa que vai crescer e vai saber resolver os problemas, mas a gente não sabe resolver. A gente continua perdido feito criança.
Não sei se acontece com todo mundo, mas comigo acontece. Eu não sei como resolver.

Eu continuo tentando ser vista como na adolescência. Tentando me enquadrar, mas não me enquadrando. Tem dia que tudo fica ainda mais cinza, mais chumbo, mais pesado.

Se a gente soubesse permaneceria criança. Mas quando a gente é criança quer ser adulto porque acha que vai resolver tudo sozinho. Que vai pelo menos saber resolver.

E a gente não sabe resolver.

Bloqueio

Vou dar um tempinho
Tô sem inspiração.
Quem sabe ela volte um dia.
Quem sabe.

É tão bom quando elas voltam :)

sábado, 13 de junho de 2015

Ah os aplicativos...

As coisas são mesmo estranhas. Aparentemente eu sou a pessoa mais tranquila em relação a tecnologia. Pensava ser. Atualmente venho diariamente me surpreendendo com as novidades tecnológicas ao ponto de em alguns momentos proferir a frase "nunca pensei que". Me diga, existe frase que demonstre mais a velhice do que "nunca pensei que veria uma coisa dessas!!!" Acredito que não.

Pois bem, dos aplicativos existentes, confesso que fico encantada com os de solicitação de táxi. Rapaz, a primeira vez que usei pensei até que tinha feito errado, pois isso me parecia um pouco inverossímil. As questões eram do "ah vá que o taxista vai me achar aqui?" até a mais idiota das surpresas "caramba, aparece a foto do motorista, a placa, os minutos de espera, caralho que foda!" Virei criança ou virei idosa mesmo. Sim, alguma coisa nesse extremo.
O importante é que o taxista achou e eu cheguei ao ponto que queria chegar e etc.

Outro aplicativo que me fascina é o de pedir comida. Eu não consigo me conter de felicidade com essas coisas, eu amo a tecnologia, mas me assusto também. Porém depois que o susto passa eu tento tirar o máximo de proveito das coisas, pois facilitam mesmo a vida. Tanto que do nada eu pego o celular e peço comida sem ao menos estar com fome, sei, isso não é muito difícil, pois vivo sem fome, mas o que me deixa perplexa é o fato de pedir só pra usar o aplicativo mesmo... loucura.
Eu agora paro e penso em que tipo de aplicativo deva existir e eu ainda não conheça. Às vezes lanço a dúvida/desafio "duvido que exista um aplicativo que faça isso" e pesquiso e não é que existe?

Enfim, a gente vai ficando velho e se surpreendendo cada vez mais com as coisas que pra juventude ficam cada vez mais comuns e simples. É por isso que a vida é tão legal, porque temos os contrastes. Temos o viver e aprender. 
é bom sim, é muito bom viver e aprender.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Não falta nada.

Ando sumida eu sei.

Na realidade não me faltam ideias ou disposição em coloca-las no papel. Sendo bem sincera, coisas sobre o que escrever me brotam facilmente. Mas falta algo sim, eu menti no título. Me falta tempo. Me falta espaço pra parar e escrever sem correr. Escrever de forma concatenada e sem muito pensar, apenas escrever.

A opção pelo não amadurecimento é desfeita facilmente quando a vida de adulto te obriga a ser mais adulto do que você espera ser. É chato, mas às vezes acontece. Eu nunca pensei que reclamaria do tempo, na verdade da falta dele.

Sinto sua falta. Sinto mesmo. Saudades eternas do tempo que eu tinha tempo a perder.
Cadê você que me abandonou? Tempo safado! Jurava que seria eterno companheiro! Me iludi. Normal, né? Quem nunca?

Ilusão é coisa relativa, na verdade subjetiva. Nem sempre nos iludimos, às vezes nos entregamos e esperamos o que há de vir. A gente sabe, a gente só espera o acontecer.
Mas o tempo, sendo sincera e realista, nunca me disse que seria eterno. Eu na verdade que pensei e idealizei. Não é sério. Não é verdade. Não é nada.

Volta, tempo!
Fica, tempo!
Me ame, tempo!
Seja meu, querido tempo...

Tempo.

domingo, 7 de junho de 2015

Chega.

Aquele momento que você desiste definitivamente de algo ou alguém é um momento de alívio e paz de espírito.
As vezes a gente já sabe a resposta, mas fica pagando pra ver.
O momento que você desiste de dar murro em ponta de faca há de ser celebrado, comemorado, vibrado e etc. É o momento que você decide que você é mais importante, que já basta de entrega, que é bom se dedicar à si mesmo.
Hoje fiz essa opção. Hoje decidi que não há nada e nem ninguém mais importante que eu. E se você me conhece deve imaginar o quão difícil foi pra mim. Eu que sempre coloco o outro à minha frente. Hoje não. Hoje pensei, ponderei e decidi que valho mais, sou mais importante, pelo menos pra mim mesma.
Basta. E hoje bastou, hoje decidi me amar, me cuidar, ser importante pra mim, me dedicar a mim e ser feliz.
E eu serei feliz.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Ah, mas ele é homem!"

O blog não é feminista. Não sou exemplo disso e nem me prendo a regras ou posturas sociais. Porém, nada me deixa mais descaralhada da cabeça do que a justificativa batida e sem noção para atitudes estapafúrdias como: "Ah, mas ele é homem"

Me revira o estômago o passe livre que concedemos aos meninos para boçalidade ainda nos tempos de hoje. Me impressiona, mas ainda ouço muito esta frase. Me impressiona ainda mais não o fato de dizerem a frase, mas a concordância, quase sempre, de quem ouve.

Enquanto concedermos esses passes fica difícil a mudança de esquemas sociais sedimentados. Se ainda hoje pensamos em coisas de menina e coisas de menino fica difícil lutar por quebra de tabus. Se optamos por esteriotipar fica complicado lutar contra o retrocesso mental de quem vê problema na propaganda do Boticário.

Enfim, não sou exemplo. Faço certas coisas que podem ser passíveis de críticas e não fujo delas, estou sempre disposta a recebe-las, inclusive curto, pois reflito sobre, mas tem coisas que não caem bem e se não digerimos precisamos botar pra fora. Botei e tô mais leve.

Cansada de coisas de menino e coisas de menina.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Gases

Completamente à favor do peido livre.
Só quem já passou muito mal por causa de gases seria capaz de proferir a frase com tamanha sinceridade.

Eu, na mais tranqüila certeza, digo que nunca mais seguro peido, pois as consequências são aterradoras. A dor não tem comparação.

Que me desculpem os envergonhados, polidos, tímidos, educados ao extremo, mas eu não seguro mais peido, pois a dor eu sinto sozinha. O odor podemos dividir, aceitem a natureza humana!

Sim, vou peidar em público. Sim não me envergonho, sim, sou livre.

Peidando e sendo feliz!
E principalmente, sem dor.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Rotineiramente

Estava exatos 15 dias sem beber.
Eu tenho dessas coisas de parar pra fazer balanço. Se bem que nem sei o que eu estava revendo quando resolvi fazer balanço.

Só sei que do mesmo jeito que parei pra refletir recomecei a beber.
Tomei uma latinha e fiquei bêbada. Acontece quando perdemos o hábito.
Essa comparação serve pra muitas coisas. O hábito é bom, penso eu. A rotina me faz bem. Eu preciso de rotina.

É rotineiro rever tudo.
É rotineiro perceber que não preciso parar.
É rotineiro ser rotineiro.
É rotineiro...

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Eu corro demais...

Procede.
De fato eu não tenho muito freio.
Talvez eu tenha freio, mas opte por acelerar na curva.
Eu não sei.

É claro que o procedimento de acelerar na curva é errado, mas o que posso fazer?
O complicador nessa situação é que com você ao meu lado eu não consigo usar o freio.
Eu só penso em acelerar.

Vou tentar usar o freio mais vezes.
Não sabia que correr demais te incomodava.
Agora eu sei.
E foi bom saber.
Foi muito bom saber.

Devagar se vai ao longe, né?
Vamos devagar então.






sábado, 30 de maio de 2015

Urgência.

Às vezes a gente sente uma urgência que parece queimar. Pelo menos eu sinto.
Venho tentando trabalhar no controle dela, mas ainda não consegui.

Sinto que toda vez que a controlo eu sereno. Mas não tem sido fácil. É uma urgência por diferentes motivos. É mais que uma baita sede. Talvez seja o acúmulo da sede, da fome, da vontade de matar tudo ao mesmo tempo agora.

É uma urgência de você.
Aquela vontade de ter e só ter você. Complicado isso de querer alguém pra serenar. Eu tenho buscado aprender a serenar por mim mesma.
A dependência de ter quem controle sua besta interior é perigosa. É preciso aprender a dominar a besta fera que há dentro de si sem ajuda de outro alguém.

Mas buscar ajuda não é feio e nem sinal de inferioridade. Eu tô buscando. E tô curtindo os efeitos. Nada é tão urgente que possa te tirar do prumo.

Nada mesmo.
Nada.

Dormi

Dormi por 12 horas.
Achei cabalística essa pernoite em minha própria cama.
Fazia tempo que não dormia tanto.
Estava precisando. Hoje parece que estou acordada realmente e não zumbizando.
Agora estou aguardando um nova forma de 12 horas.
Fui!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Desconstrução.

Eu já devo ter falado em algum momento que a palavra do ano era alguma outra palavra, mas agora, chegando ao meio do ano, eu percebo que a palavra do ano em minha vida é Desconstrução.
Posso ter inúmeros defeitos, mas dentre as qualidades está o saber ouvir, escutar opiniões e aproveitar o que posso tirar de proveitoso delas.

Ao longo dos meus 35 anos venho andando por uma linha reta, centrada nas minhas ideias e construções mentais segmentadas em vícios e virtudes puramente definidos pela minha visão de certo e errado ao longo dessa proveitosa vida. Confesso que tenho dificuldade na aceitação de algumas sentenças, comportamentos e esquemas sociais. Estou sendo sincera. Estou me despindo de qualquer bloqueio em assumir pensamentos engessados que eu possa ter. Sim, eu os tenho. Admito.

Porém em 2015 resolvi abrir o leque, refrescar o pensamento. Aceitar que não se está certo 100% do tempo. Mas assumo que tenho e tive ideias que precisam de frescor. Isso me fez um enorme bem, pois me obrigou a sair da zona de conforto. Já falei sobre  sair da zona de conforto nesse blog não tem muito tempo, pois então, estou pondo em prática a tentativa.

Aboli a máxima "sou assim e não mudo". Esquece isso, cara. Mudar faz parte. Rever conceitos é natural dos seres mais evoluídos. Tô tentando crescer, tá complicado, mas tô tentando. Nem todo dia dá pra ser leve, não se culpe por ser carrancudo um dia em uma semana em que foi leve por seis dias. Não há problema em ser chato, não há!

Aliás, ser chato é uma das coisas que em 2015 aprendi a ser. Veio junto o aprender a dizer não. O não sei. Não conheço, não quero, não posso, não vou, não sou obrigada. Apenas não.

E eu curti desconstruir.
Vou seguir desconstruindo e construindo um novo ser.
Sendo eu mesma pra que a vida venha valer a pena.

E bora pra desconstrução!!!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cilada.

"Não era amor, não era.
Não era amor, era cilada!"

Então...
Nunca imaginei, mas me chamaram de cilada.
Depois desse dia parei pra pensar e vivo a me perguntar "seria eu uma cilada?"

Ampliei esse pensamento e mergulhei no questionamento.
Será que as ciladas realmente existem ou apenas nos jogamos nessa maravilhosa zona de conforto de que "ah, não deu certo, não foi bom, era cilada"?

Rapaz, eu travei aí.
Ao mesmo tempo que nunca tinha me visto como cilada eu nunca penso nas pessoas como cilada.
De modo que eu fico mesmo a me perguntar: será que ciladas existem?
Caramba, não sei, não sei mesmo, quisera eu saber.
Mas ao mesmo tempo me pergunto "saber pra que?"

Te pergunto: era cilada?
Tu curtiu enquanto não era cilada?
Será que tu também não é uma cilada?

Então, ciladas somos nós!
Depois que acaba todo mundo é cilada!
Eu prefiro ficar com a minha visão de que todo mundo era amor.
Todos os meus casos foram amor.

Cilada sou eu que me apaixono a cada esquina e pior, deixo o objeto da paixão saber que estou apaixonada! Aí amigo, já era, viro cilada mesmo. Porque eu não nego, eu grudo, fico chata, fico com ciúme, só quero dormir de conchinha, não deixo levantar da cama, tá rolando na cama porque? Não desfaça a conchinha, tá respirando? Tá com fome? Tá com frio? Quer deitar? Quer levantar? Quer beber? Quer dormir? Quer tomar banho? Quer namorar comigo?.... caralho, fudeu mesmo!

Depois desse último paragrafo eu assumo: sou cilada sim.
Deve ser foda aguentar essas coisas. Uma prisão sem muros.
Dei gostosas risadas escrevendo este pequeno texto. Foi bom, me trouxe alívio admitir que sou cilada.

Continuo achando que todas vocês, ex e futuras, são amor. São sim. Se fico pensando em vocês como cilada não me envolvo com mais ninguém. Vocês são amor!!!

Mas não tenho medo em avisar que sou cilada. Sou muito cilada.
Por isso apenas digo: foge, Bino!

Mas se não quiser fugir venha com a certeza de que serei a melhor cilada que você possa cair, mas venha sabendo pra depois não ficar dizendo por aí o quão cilada sou eu e que se arrependeu.

E desculpa a você que descobriu que não era amor...
E eu quero cada vez menos amor e mais ciladas!

Ah, e pra você que achou que eu fui cilada, saiba que pra mim você foi amor...

Mente sã. Corpo hã?

É muito complicado quando a gente não consegue sincronizar mente e corpo.
Já faz um tempo que meu corpo não responde corretamente, ou pelo menos na velocidade que a mente deseja, aos comandos dados a ele.

O mais complicado disso tudo é que você começa a buscar respostas pra falar de sintonia. O que gera uma falta de sincronia ainda maior. É a famosa parada cíclica.

Poderia imprimir a culpa ao cansaço, mas não é isso. Penso que já nasci cansada e isso nunca foi motivo pra mudanças mentais e muito menos pra sintomas corpóreos de exaustão. Se bem que o fator idade deveria ser incluído no estudo de caso, mas isso a gente abafa e finge que não faz diferença.

A verdade é que o mundo está cada vez mais veloz. A gente faz um esforço enorme pra seguir o ritmo da roda viva e isso tem consequência. O looping diário é violento. São tantas coisas a pensar, a fazer, a conjecturar, a contextualizar que a máquina uma hora ou outra falha. No mínimo pede calma. Mas nem sempre a mente quer o descanso. Às vezes a mente não para. Nem quando dormimos. A minha fica num ritmo que desconheço o que é parar.

Às vezes já acordo cansada de tanto que pensei dormindo. Sim, pensei dormindo. Ultimamente nem sonho, apenas penso dormindo. E penso, penso, penso...

Eu não paro.
Eu não penso em parar.
Eu não paro pra pensar.
Eu não quero parar de pensar...

Segue o ciclo.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Bipolar? Imagina!

A bipolaridade do ser humano é de assustar.
Não me coloco fora do grupo bipolar.
Na verdade tô me assustando por minha causa mesmo.

Num dia triste, no outro alegre e vambora nessa porra!
Num dia te amo, no outro te odeio, vá a merda!
Num dia ai que preguiça, no outro hoje eu tô mil graus!

Nada mais me surpreende, nada mais me assusta.
Nada mais.
Nada.

Tudo me surpreende, tudo me assusta.
Tudo mais.
Tudo.

Tudo ou nada.
Seja qual for a máxima do dia.

[Acho que já escrevi algo parecido com isso. Não vou conferir o auto kibe.]

domingo, 24 de maio de 2015

Eu não sei parar...

Uma sequência de erros.
Não sei, mas não consigo parar. A gente sabe que vai dar merda, mas insiste.
O pior sentimento é o ciúme. A desgraceira que ele causa geralmente não tem conserto.

Eu fico cega. O pior é cegar por quem não é "seu". Cegar sem sentido algum. Ter sentimento de posse sobre quem não te pertence e talvez nunca pertencerá. O coração é bem trouxa. E mais trouxa é quem segue o coração trouxa. Eu sou assim, sempre fui assim, talvez morra assim e consequentemente vou sofrer muito por ser assim.

Eu fiz as besteiras até onde as besteiras puderam ser feitas. Infelizmente eu não sei parar. Ele, o ciúme, não me deixa parar. E talvez eu não quisesse parar. E por não querer parar eu vou pagar.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A culpa é de quem?

Às vezes a gente busca umas desculpas bem vagabundas pra não assumir culpas ou derrotas, não é mesmo? Acredito que seja natural do ser humano. Espero que sim, pois faço algumas vezes.

Certa vez um amigo chegou e falou, nem sei se era brincando ou sério, mas tinha que meter a desculpa, "você não vai casar não?" rapaz eu poderia dar um fora nele, poderia ter respondido simplesmente não ou até mesmo fingir que não ouvi, mas quem consegue? Ah, você consegue? Mas eu não! Desandei a falar coisas desconexas que chegaram na seguinte máxima "... Dentre estes fatores todos que te falei porque não vou casar o mais forte é que em 1995 eu tava em casa assistindo Xuxa e minha irmã tu acredita que ela varreu meu pé?" Enfim...

Essas coisas só reforçam a minha ideia de que assumir pra si mesmo que tem interferência em um resultado às vezes é puxado. O exemplo talvez não seja o mais adequado, mas eu só queria contar a história da varredura do pé mesmo, mas o fato de não assumir culpas é sim um bom motivo pra perder um tempo refletindo sobre a vida, escolhas, processos de decisão e etc.

Nem sempre delegar culpa a um outro alguém te exime de escolhas erradas. Só aumenta a angústia, pois aumenta a equação escolha errada + desculpa errada. A vida é muito mais que isso, lindeza.

Se bem que hoje eu tô chegando atrasada porque o ônibus demorou e também tinha protesto de caminhoneiros.... Ok, eu atrasei mesmo porque fiquei apertando soneca até 7:00 da manhã e essa hora eu já deveria estar embarcando no segundo bus.

Assumo a culpa e fim de história.

PS.: adoro usar essa lindeza porque o Birl usa.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O ariano.

Há quem diga que ele é brabo. Sinceramente eu não sei quem começou com esta lenda, pois não conheço nenhum ariano brabo.

O certo é que somos sim bobos. Somos extremados. É tudo over. Muito amor, muito choro, muito ciúme, tudo muito, muito pouco pra se perder.

Estamos além do viver de amor profundo. É um poço profundo.

Ariano tem sempre opções a se escolher, mas sempre vai escolher a pior delas. Faz parte da sua natureza. Depois chora, reclama, grita, lamenta e se prepara pra novas escolhas, pois elas não param. É isso.

Nunca liguei pra essa coisa de signo, mas ultimamente tenho topado com pessoas que curtem e tenho me ligado um pouco nas características. Eu gosto do que dizem ser características dos arianos. Eu gosto de ser do signo de áries.

Mas não sei, amores, não sei se levo à sério. Mas como tudo nessa vida apenas levo, vou levando.

Resta saber apenas se meu signo combina com o seu. Espero que sim, ah se espero...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Hoje

Danielle resumidamente hoje está:

Destruída;
jogada;
cansada;
esgotada;
acabada;
exausta;
pisada;
desnorteada;
sequelada;
perdida;
esbaforida;
desmilinguida;
lacrada;
sambada;
derrubada;
e com sono.

Porém, Danielle está com o trabalho em dia.

Fim.

[enchi linguiça apenas para manutenção do ritmo de escrever todos os dias dessa semana]





Tks, girl!

A gente briga demais.
Na verdade a gente ama brigar.
Faz um ano isso. Parece mais até.
Um ano conturbado, atabalhoado, cheio de pegadinhas, mas nele você veio.

Queria poder fingir que não me importo tanto, mas me importo e não sei fingir.
Queria que você fingisse às vezes, mas você não sabe fingir.
É, combinamos.

Eu te perturbo, você não some.
Eu te perturbo, você aguenta e ri.
Eu te perturbo.

Eu só queria dizer obrigada por aparecer do nada e fazer morada.
Em todas as redes, em todos os números, em todos os lugares.

É bom estar com você, sorrir com você, brigar com você, fazer as pazes e já pensar na próxima briga.

É bom ter você em minha vida.
Sim, é bom.
E o mundo é realmente bom!

[Não preciso dizer seu nome, mas você sabe que é pra você]

terça-feira, 19 de maio de 2015

Importa?

Eu nem sei o que é.
Talvez cansaço.
Talvez frescura.
Talvez melindre.
Talvez.

Eu nem me importo em saber.

Mentira.
Eu me importo sim.

Importância é o que se dá demais.
Talvez seja isso, o excesso.
Excesso de zelo.
Excesso de apego.
Excesso de carência.
Excesso de decência.

Excesso.

É curioso o trato que se dá ao que não tem importância.
O que importa.
A quem importa.
Quem se importa.
Importa?

Nem sempre.
Mas se dá importância.
A importância que damos a nós mesmos
A cobrança.

Siga adiante, siga, vire, rume, adiante-se.
Pra frente
Pro lado
Pra qualquer lugar.
Parado que não dá pra ficar.

Se bem que ficar parado nem é má ideia.
Parar
Contemplar
Respirar

Se isolar
Encenar
Variar e,

Enfim, descansar.

[Esse foi um clássico escrever pra não enlouquecer. A cabeça tava cheia. A cabeça pediu limpeza]







segunda-feira, 18 de maio de 2015

Frases feitas?

A teoria de que tudo é possível às vezes soa menos verossímil do que aquela em que dizemos nada é impossível.
O que é uma besteira, pois claramente vemos que é a mesma merda. Isso mesmo, a mesma merda. Apenas um joguinho de palavra, frases feitas, mas que, não julgo quem utilize, até funciona no primeiro instante.

Na realidade esse jogo de palavras é até interessante, poderia dizer genial, mas pra que exagerar, né? Tudo bem que hoje em dia tudo é tão superlativo que não exagerar soa até fake. Ok, menos.

Isto me lembra que tem aquela do menos é mais, que na verdade não é mais porcaria nenhuma, mas a gente gosta de falar, né? É legal seguir o fluxo, o padrão, os esquemas mentais e sociais. Na dúvida, amigo, siga o fluxo! O máximo que pode acontecer é você NÃO se ferrar sozinho, não é mesmo?

Aliás, a vergonha solitária é que é uma merda. A vergonha em conjunto geralmente vira piada na próxima esquina. Sempre vamos nos deparar contando a história e rindo "lembra, fulano, aquele dia que eu, tu, fulano, fulana, fulo 2, nos ferramos naquele lugar que etc e tal" é isso, vergonha em conjunto não é vergonha, mas sim história pra contar.

Isso me faz concluir que a frase antes só do que mal acompanhado tem lá suas limitações metafóricas. É melhor tá mal acompanhado e ter testemunha de merda feita. Ah tá você vai dizer que o sentido da frase não é esse e eu vou te dizer que não te perguntei nada!

Enfim, escrevi sem pensar, escrevi sem esquema. Nesse momento não lembro exatamente o que eu escrevi na primeira linha e não lerei, pois quero terminar assim sem saber o que tô escrevendo. Inclusive escrevendo rapidão, pois quero meter o pé pra casa, não vou revisar, se tiver erro me avisem depois, não vou ligar, não ligo mesmo por que como todos dizem errar é humano.

Ah, as frases feitas, que maravilhas são as frases feitas. A gente que não se dá conta disso.

O problema não é você, sou eu...
Você merece mais...
Você é melhor que isso...

Ah sim, as frases feitas. Amo as frases feitas.

Fui!


sábado, 16 de maio de 2015

Cortina de fumaça.

Confesso que por mais que me esforce eu não consigo ler você.
Não consigo colocar em prática as ferramentas que me deram pra tal tarefa.
Você me confunde, me ilude, me dispersa e quando penso que estou perto longe estou na verdade. Não consigo entender.

Estar perdido em meio as dicas e informações que você me passa parece o mais natural no momento, pois é o que mais acontece. Me jogo, me entrego, me realizo e me arrependo.

Você parece saber que me confundir é fácil, parece não, você sabe, e por isso capricha no modo de confundir. Você me abre as janelas e em seguida fecha as portas e me deixa sem saída, buscando saída, sempre as saídas.

Porque? Por que? Por quê? Why?
Duvido que me responda. Duvido que sacie minha sede, duvido que tenha misericórdia e me dê a plena paz.

Queria estar falando de qualquer mulher, mas não estou. Dessas eu falo depois, mas meu papo hoje foi reto contigo, universo.

Peço por gentileza que conspire mais ao meu favor. Só um pouquinho, bem pouquinho mais, por favor!

Não te culpo por confundir. Se soubesse fazer também faria assim :).

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O dom de procrastinar.

A gente já nasce procrastinando.
A gente procrastina desde o primeiro chorinho ao chegar no mundo. Quantos de nós só chorou depois de um incentivo do médico que realizou o parto? Só chorou porque não tinha como deixar pra depois.

Crescemos e nos tornamos proscratinadores profissionais. Adiamos até o inadiável. Inventamos prazos, desculpas, histórias, contos e tais quais.

Adiamos o levantar da cama, adiamos o deitar na cama.
Adiamos o crescer, o amadurecer, a saída da casa da mãe, o casamento, adiamos apenas.

Quem nunca falou "amanhã eu faço", "amanhã eu termino", " depois vejo isso".
É um amanhã que nunca chega. É uma sede que nunca matamos. É um mar em que nunca mergulhamos.

Eu adiei escrever qualquer coisa. Cansei de procrastinar e escrevi qualquer coisa. Escolhi escrever sobre adiar, pois se tem algo que faço melhor é isso.

Sigo adiando, enrolando, me enganando, te enganando... Quem nunca?

Quem nunca...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Virada

Virada.
Você me virou do avesso.
Virou minha cabeça.
Vir a ver, vir a virar, vira, virá, virar.

Tudo isso porque você me viu.
Eu não sei como virar à direita ou a esquerda. Nem sei se é possível virar depois que alguém te vira a cabeça. Não sei.

Só sei que você me virou, dominou meu ser, meu estar, me tirou do sério, prumo, rumo, caminho, direção, destino.
Virou, entrou, ficou, dominou e fez morada.

Você e só você na curva do meu coração que só quer virar pra onde você estar. Vir a estar, vir a ficar, vir a morar!
Virar.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Uns dias

O expresso do oriente
Rasga a noite, passa rente
E leva tanta gente
Que eu até perdi a conta

Eu nem te contei uma novidade, quente
Eu nem te contei

Eu tive fora uns dias
Numa onda diferente
E provei tantas frutas
Que te deixariam tonta
Eu nem te falei
Da vertigem que se sente

Eu nem te falei
Que eu te procurei
Pra me confessar
Eu chorava de amor

E não porque sofria
Mas você chegou já era dia
E não estava sozinha
Eu tive fora uns dias
Eu te odiei uns dias
Eu quis te matar

domingo, 22 de março de 2015

Oração ao Tempo

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo, tempo, tempo, tempo

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo, tempo, tempo, tempo

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo, tempo, tempo, tempo
Quando o tempo for propício
Tempo, tempo, tempo, tempo

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo, tempo, tempo, tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo, tempo, tempo, tempo

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo, tempo, tempo, tempo

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Não serei nem terás sido
Tempo, tempo, tempo, tempo

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo, tempo, tempo, tempo

Portanto, peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo, tempo, tempo, tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo, tempo, tempo, tempo

Compositor: Caetano Veloso

quarta-feira, 18 de março de 2015

Respeito ao medo

Eu repetidamente já disse que tenho medo do sim.
Verdade, tenho muito medo dele.
Toda vez que me permito eu me perco, me afogo, me arrebento do penhasco.
sim, eu exagero, mas amo esse tipo exacerbado que abraço e vivo constantemente.

É bem verdade que toda vez que arrisquei já arrisquei sabendo que não devia ir.
O que derruba a minha tese do medo do sim, pois na verdade não seria medo e sim certeza o fudeu que viria.

Eu tô sempre nessa de lamentar o que nem deveria ter começado.
Eu já começo rindo porque sei que em algum momento vou chorar.
É bem verdade que às vezes nem choro, mas fico lamentando o que já sabia.

Às vezes é preciso abraçar as causas, consequências, dilemas, dicotomias, viéses e etc.
Não é errado tentar. Mesmo quando você sabe que vai dar merda.
Mas o que é a merda afinal?
Quem sabe?
Quem quer saber?
Como saber se a merda vai ser rápida ou se vai demorar?

Não sei.
Não quero saber.
Não quero entender.

É, eu não sei.


terça-feira, 17 de março de 2015

Ah, mas não é mesmo...





Não é Fácil - Marisa Monte
Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho

domingo, 15 de março de 2015

Pausa

Em construção.

quarta-feira, 4 de março de 2015

O que mais faço é isso...

Eu não gosto de Los Hermanos.
Pra muita gente dizer isso é um pecado, mas estou apenas sendo sincera.
Não gosto do culto a eles. Não gosto da idolatria, não gosto do escândalo dos fãs, não gosto da soberba dos fãs, acho todos bem chatos e etc e tal.

Porém, não consigo negar que no momento a trilha sonora da minha vida está sendo uma música exatamente de quem? Sim, Los Hermanos.
Desse modo posso afirmar que na verdade eu não desgosto dos caras, mas sim do que os cerca. E parando pra pensar ainda mais eu concluo que das músicas que gosto até faço uma defesa inflamada. Dessa forma ate consigo entender os fãs. Só não consigo entender a chatice deles. Acho que issi não tem explicação mesmo.

Pois bem, isto dito, deixo aqui a trilha sonora do ano de 2015 até agora.
Fingi na hora ri.... https://www.youtube.com/watch?v=tXYOaB56R3g
Beijos e fui!


domingo, 1 de março de 2015

Esquece e vem!

Esquece e vem!
Vem esquecer,
vem.

O que temos pra perder?
E o que temos pra ganhar?
Me diga você,
diga!

Eu não sei.
Certamente você também não sabe.
E quem quer saber?

Responda: o que temos pra perder?
O orgulho? Talvez.
E quem tem mais, eu ou você?

O nós acabou.
Será que existiu?
Vai saber, né?

É, vai saber.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Eu, ser humano.

E essa colcha de retalhos que é o pensamento humano que nos faz viver em um turbilhão de emoções em um memo dia. Uma hora alegre em outra reflexiva.

Diria eu que é natural do ser humano ser mutante, mutável, transcendente e neandertal. Tudo ao mesmo tempo agora.

Não importa o seu estado de espírito hoje. Conforme-se ele mudará ao longo do dia. Seja muito, seja pouco, vai mudar, vai sim.

Eu gosto de ser mutante. Queria ser mais. Mudar, ser estar, conjecturar e colocar em prática.

Praticar a mudança constante independente do resultado. Antever o bem ou mal que possa vir. Sim, queria e quem não?

Não importa. O que importa é o viver e a mudança constante do estado de ser. Sim, ser humano.

Eu, ser humano.