segunda-feira, 29 de junho de 2015

Abstração

Dormir de olhos abertos
Fechar os olhos e ver o infinito
Correr sem tocar o chão
E sentir o pulsar do coração
Riscar sem rabiscar
Arriscar sem rasurar
Rasurar sem errar
Apagar sem querer consertar
Dizer sim quando se quer o não
Não negar o inegável
Mas negar o afirmativo
Afirmando o imprevisível
Improvisar o previsível
Ver o invisível e
Tentar esconder o visível
Mesmo que seja impossível
Impossível não existe
Mas o possível é inconstante
Nem sempre vem, nem sempre se sente
É apenas um produto da mente
A mente que mente
Mente que nem sente
Quem mente forja uma vertente
Pra continuar inconsciente.

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