quinta-feira, 2 de julho de 2015

Eu bebo.

Eu bebo porque tô triste, mas também bebo porque tô alegre.
Bebo pra relaxar, mas também bebo pra agitar.
Bebo pra comemorar, mas bebo pra me lamentar.
Bebo porque tô amando, mas bebo porque terminei namoro.
Bebo porque o Fluminense venceu, mas também bebo porque o Fluminense perdeu.

Bebo porque é líquido.
Bebo pra dormir.
Bebo pra esquecer e acabo bebendo pra lembrar.
Bebo pra sonhar.
Bebo pra encorajar.
Bebo pra falar, mas também bebo pra calar.

Quantas cervas já bebeu? Pergunta-me Mamadi. Respondo que incontáveis são as gotas de amargura que coloquei pra dentro e incontáveis as gotas de felicidade que joguei pra alma.

Eu bebo.
Sim, eu bebo e faço o que não devia fazer.
Eu bebo pra te dizer tudo aquilo que sonho sóbria.

Eu bebo e talvez esteja na hora de beber água. E só.

Vamos beber.

Nenhum comentário: