sexta-feira, 12 de junho de 2015

Não falta nada.

Ando sumida eu sei.

Na realidade não me faltam ideias ou disposição em coloca-las no papel. Sendo bem sincera, coisas sobre o que escrever me brotam facilmente. Mas falta algo sim, eu menti no título. Me falta tempo. Me falta espaço pra parar e escrever sem correr. Escrever de forma concatenada e sem muito pensar, apenas escrever.

A opção pelo não amadurecimento é desfeita facilmente quando a vida de adulto te obriga a ser mais adulto do que você espera ser. É chato, mas às vezes acontece. Eu nunca pensei que reclamaria do tempo, na verdade da falta dele.

Sinto sua falta. Sinto mesmo. Saudades eternas do tempo que eu tinha tempo a perder.
Cadê você que me abandonou? Tempo safado! Jurava que seria eterno companheiro! Me iludi. Normal, né? Quem nunca?

Ilusão é coisa relativa, na verdade subjetiva. Nem sempre nos iludimos, às vezes nos entregamos e esperamos o que há de vir. A gente sabe, a gente só espera o acontecer.
Mas o tempo, sendo sincera e realista, nunca me disse que seria eterno. Eu na verdade que pensei e idealizei. Não é sério. Não é verdade. Não é nada.

Volta, tempo!
Fica, tempo!
Me ame, tempo!
Seja meu, querido tempo...

Tempo.

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