É muito complicado quando a gente não consegue sincronizar mente e corpo.
Já faz um tempo que meu corpo não responde corretamente, ou pelo menos na velocidade que a mente deseja, aos comandos dados a ele.
O mais complicado disso tudo é que você começa a buscar respostas pra falar de sintonia. O que gera uma falta de sincronia ainda maior. É a famosa parada cíclica.
Poderia imprimir a culpa ao cansaço, mas não é isso. Penso que já nasci cansada e isso nunca foi motivo pra mudanças mentais e muito menos pra sintomas corpóreos de exaustão. Se bem que o fator idade deveria ser incluído no estudo de caso, mas isso a gente abafa e finge que não faz diferença.
A verdade é que o mundo está cada vez mais veloz. A gente faz um esforço enorme pra seguir o ritmo da roda viva e isso tem consequência. O looping diário é violento. São tantas coisas a pensar, a fazer, a conjecturar, a contextualizar que a máquina uma hora ou outra falha. No mínimo pede calma. Mas nem sempre a mente quer o descanso. Às vezes a mente não para. Nem quando dormimos. A minha fica num ritmo que desconheço o que é parar.
Às vezes já acordo cansada de tanto que pensei dormindo. Sim, pensei dormindo. Ultimamente nem sonho, apenas penso dormindo. E penso, penso, penso...
Eu não paro.
Eu não penso em parar.
Eu não paro pra pensar.
Eu não quero parar de pensar...
Segue o ciclo.

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