segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Ao meu pai...

sábado, 10 de junho de 2006
O dia em que a vida morreu
a morte nasceu, eu sentei e chorei.
Corri, parei, gritei
me debrucei no imaginário, chorei e solucei

Mas no dia em que a vida nasceu e
a morte morreu, eu dancei na calçada
cantando o hino da alegria incontida
por ter a presença da vida

Eu vivo porque a morte morreu
e a vida nasceu dessa morte
sobrevivo no mundo real porque sou um sonho
e tenho um caso com o acaso

Já que casei com o irreal, surreal, sobrenatural,
me entrego a sorte e deixo me levar
onde a sorte me deixar eu paro
porque sei que posso confiar nela

As vezes vejo a vida passar
acompanho o seu passear sossegado
espio tudo da minha janela
a vida é tão bela...

Já que a morte morreu
e a vida nasceu pra sempre
celebremos com alegria sem fim
a ventura desse acontecimento

A glória de nascer é maior
que a queda da morte
isso é a vitória da vida
em momentos de despedida.


Hoje seria aniversário do meu pai se ele estivesse entre nós...
O primeiro depois que se foi.

By Danielle da Silva.
 

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