sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ah...

Ah se você soubesse
Ah se você quisesse
Ah se...

Ah se eu soubesse
Que eu ia querer sempre
Ah se...

Ah se a gente falasse a mesma língua
Andasse no mesmo caminho
Ah se o se não existisse.

Ah se eu tivesse coragem
Ah se não tivesse medo do toco definitivo
Se ao acaso você dissesse sim

Se...

Ah...

Ah se...

Ah se você quisesse dar o restart
Ah se quisesse dar o reset
Ah se não quisesse fingir que não quer

Ah será que finge que não quer?
Ah será que não quer mesmo?
Ah será?
Ah...

Ah você.
Ah você me enfeitiçou.
Ah você e só você.
Ah...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Frouxa

Às vezes acontecem uns lances que me derrubam.
Não deveriam, mas derrubam.
Eu deveria me importar menos com as coisas, dar pouca importância para fatos e pessoas, ser inabalável.
Porém, não consigo.
Queria ligar o foda-se. Mas nem sei onde fica o botão do on do foda-se. Apenas mais uma coisa que não sei.
Você é frouxa, Danielle. Você é.
Frouxa.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ai, doutor...

Eu tenho muita dificuldade de ir ao médico.
Não uma dificuldade motora ou falta de opções de profissionais. Tenho dificuldade por não saber como dizer ao médico o que estou sentindo.
Fico dias sentindo o mal e pensando como expressar ao médico os sintomas.
 É sério.

Quisera eu que essa dificuldade se resumisse ao médico.
Sinto a mesma dificuldade no dia a dia. Ao me expressar e interagir com as pessoas.
Fico dias, meses e meses remoendo aquela vontade de chegar pra pessoa e dizer o que realmente sinto.
Geralmente quando consigo sai apenas um "cara, eu gosto muito de você!"

Quem chega em uma pessoa que tá cercando, cobiçando, sei lá mais o que, e diz "cara, eu gosto muito de você!"?
Essa sou eu.
Fatalmente eu recebo um "Pô, cara, que legal, eu também gosto muito de você!"
E você tem que aceitar porque afinal, né? Valei-me!

É muito engraçado esse lance de ser tímido pra algumas coisas e soltão pra outras.
Pras coisas do coração não tem jeito, sou tímida.
Mas em compensação pra tantas e tantas outras coisas eu sou solta até demais!

Acho que não tem jeito, vou estudar um jeito de explicar ao médico como está essa dor no braço porque já suportei demais.
Pras outras coisas vou continuar empurrando e dizendo toda vez que tenho oportunidade um "eu gosto muito de você!" e ficar na esperança que um dia eu te convença como é grande o tamanho desse gostar.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Sono

Perdi o sono.
O pouco que dormi foi conturbado.
Sonhei freneticamente com cachaça e Nudes. Tudo misturado. Me impressionou o fato de ter ido dormir tranqüilamente, sem pensar em bebida ou Nudes.
Os dias de consulta são ainda mais agitados. Preciso equilibrar o pós desabafo.
O ser humano é uma máquina muito louca, somos uma máquina muito doida!
Dorme, acorda, dorme, sonha, acorda.

Aceita, Dani.

Até que ponto é válido se expor e derramar todo querer sobre quem, ao que parece, não quer que você queira?
Até que ponto?

Não sei. Existem dias que você entrega os pontos e aceita a derrota. Aceita que não vai ganhar, não vai levar, não vai dançar. Você sobrou. Você vai sentar à mesa e ver o bailado alheio. Aceita, Dani, aceita.

Se ela não quer dançar não adianta obrigar.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Suspiros

Mais Feliz

O nosso amor não vai parar de rolar
De fugir e seguir como um rio
Como uma pedra que divide um rio
Me diga coisas bonitas

O nosso amor não vai olhar para trás
Desencantar, nem ser tema de livro
A vida inteira eu quis um verso simples
P'ra transformar o que eu digo

Rimas fáceis, calafrios
Fure o dedo, faz um pacto comigo
Num segundo teu no meu
Por um segundo mais feliz

terça-feira, 21 de julho de 2015

Amigos

Ontem foi o dia do amigo. Devido a distração do dia esqueci de escrever qualquer coisa sobre o assunto. Coisa não quer dizer desleixo, descaso, mas algo mesmo. Tento corrigir através dessa mensagem de Fernando Pessoa que talvez traduza o que são meus amigos e porque amo todos que estão comigo nessa caminhada. Amo vocês, amigos. Cada um ao seu jeito, amo vocês.

"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."

Fernando Pessoa.

domingo, 19 de julho de 2015

Sobre tudo e nada.

Aquele dia que você acorda com necessidade de escrever, mas não sabe exatamente sobre o que.
Não sei se fica claro nos meus textos, mas escrevo pra não enlouquecer. Às vezes a cabeça enche tanto que é preciso esvaziar.

Não é um fenômeno raro, o de cabeça cheia, muita gente passa por isso e cada um desanuvia de um jeito. Uns bebem, outros dormem, outros correm, alguns fingem, eu simplesmente escrevo.

Escrever sobre o nada está longe de ser um desafio pra mim. Acredito que toda a minha vida eu escrevi sobre o nada, pensei sobre o nada e me diverti com coisas sobre o nada (viva Seinfeld).

O nada na verdade abarca o tudo. Como às férias me fazem pensar ainda mais sobre o tudo, sobre o nada, sobre eu, sobre você, sobre nós, sobre o mundo.
Talvez todo o problema da humanidade esteja no pensar.

Pensar que vai, que não vai, que tá ruim, que vai melhorar, pensar o que ela tá pensando, o que ela pensa sobre mim... Enfim.

Penso que já esvaziei um pouco a mente, adiei o enlouquecimento e já tá bom de falar nada com nada, né?
Vou-me!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Espelhos

Nem sempre os espelhos servem para ver a beleza que somos.
Na maioria das vezes ele serve mesmo pra confundir. Será real, será reflexo? Como saber.

Pessoas são espelhos. Como é gostoso ver suas belezas, mas como vocês me confundem! Não reclamo, até gosto de uma confusão. Não digo que sempre, mas longe de mim reclamar dessas confusões.

Porém, hoje, queria mesmo o sentido literal do espelho. Ver apenas sua beleza, mesmo que pelo retrovisor. Não que eu já não faça. Ultimamente é só o que faço, te sigo, te espreito, te acompanho pelo retrovisor. Aguardo brechas pra chegar e depois ultrapassar.

Essas metáforas não se aplicam apenas à vida amorosa, mas seguem pra vida, dia-a-dia, coisa e tal. É até bom dizer isso, pois responde um questionamento feito a minha pessoa outro dia "pra quem você escreve os textos no blog?" nem todos tem dona, os que tem são facilmente identificáveis, mas a maioria são pra quem se identificar. Podem tomar posse dos que agradarem. São de quem quiser.

Espelhem-se.
Confundam.
Embelezem.

Parece um presente...

A música em mim
Fred Martins

Há música em mim
Quando acordo cedo
A música em mim
Finge não ter medo
Há música em mim
Quando dói o dente
A música em mim
Age normalmente

A música em mim
Tenta ser discreta
Há música em mim
Quando fico quieta
(quando fico)

Há música em mim
No congestionamento
A música em mim
Corre mais que o tempo
Trem bala na sala
Do meu apartamento
A música em mim
Refaz o dia

A música em mim
Me aplaude
Toda vez que eu sigo em frente
A música em mim
Parece um presente
(parece um presente)

[Quando a gente só quer fechar um buraco a gente ocupa com música]

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Pode?

Quem pode?
Quem pode o que?
O que não pode?
O que não pode poder?

Poder não pode, mas deixar de poder pode.
Pode?
Não pode deixar de não poder.
Também pode ter poder.
Podres poderes, poder dos fracos pode.

Explode o poste, encha o pote
Encher pode? Pode porque é forte.
Podes? Que sorte
Sorte é ter dote
Adote o trote, o do cavalo é um esporte.

Errar pode?
Sim, pode, mas rasurar não pode.
Cansar não pode.
Impossível não poder
Esquecer pode, assim como tô esquecendo agora.

Agora já posso poder?
Afinal, o que pode?
Parar de escrever.
Parar pode.
Mas recomeçar é uma ordem
Porque você pode, pode tudo, tudo pode.

Crises

Muita gente pensativa e preocupada com a crise econômica que assola o país. Não critico, pois está realmente alarmante e preocupante a atual situação financeira.
Todavia, as crises são cíclicas. Embora seja preocupante, sabemos que as crises sempre passam.

Acredito que pior que crise econômica são as crises que cada um tem que enfrentar sozinho, correto? Quem nunca passou por uma crise?

Crise existencial, crise de meia idade, crise financeira, crise de falta de idéias, crise de crises do momento, crises.

De todas as crises que passei, acredito que nenhuma outra tenha sido pior que a crise dos 29 anos. Eu fiquei numa Bad que não lembro ter precedente. Sei que a maioria tem crise dos 30, mas eu tive mesmo foi de 29. Eu nem lembro como saí, mas saí.

A crise existencial chegou e fez morada. Essa nunca mais me abandonou. Não entendo, desisti de entender também. Acredito que nem venha valer a pena. Apenas sigo vivendo fingindo que ela não existe, nunca existiu.

Segue o jogo. Segue o rumo, segue o prumo. Siga, apenas.
Crises foram feitas pra passar e passarão.
Sim, passarão.

Ab

Abissais
Absurdo
Absoluta
Absurdada
Abdicação
Absolvido
Abdominal
Abduzido
ABS
Abobadado

Ah bobeira.




domingo, 12 de julho de 2015

Open

Abra teus armários.
Não sei se o certo é aguardar ou avançar com a tropa.
Eu tô como um soldado que aguarda ordens superiores.
Abra, apenas abra seus armários que estou a lhe esperar.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Olhos de ressaca

E o tempo passou e eu nem me atinei.
Parei, sentei e chorei parada no canto.
Foi passando a hora contada, o minuto...
Eu estacionei.
Quantos festivais e eu nem dancei.
Quantas músicas tocadas e eu nem cantei.
Quantos pares formados e eu não formei.
Sentei, permaneci sem agir neste espaço de tempo e lugar.
Horas perdidas, amigos não feitos, beijos não dados, tentativas frustradas na tentativa de alcançar o ser, o ter e o estar e acabar sendo inerte.

Talvez essa seja a situ de muita gente. Talvez não. Maybe yes, maybe not, segue o jogo e não Tomé bola nas costas e muito menos gol.

Apenas seja o que quiser ser.
Faça o que quiser fazer.
Apenas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Aff

Tão cansada que nem consigo pensar o quanto tô cansada.

sábado, 4 de julho de 2015

Antropofagia.

A vida é um eterno ritual antropofágico. Humanos se devoram no sentido real e figurado. Nesse perde e ganha sem fim, quem é o vencedor final? Não existe, pois a luta nunca termina.

Consumo excessivo de bens e pessoas. Todo mundo tem uma lista, de seres animados, inanimados, pessoas. Todos igualados como bens que nem sempre são duráveis.

Se esquece tão facilmente quem e o que se comeu. Come-se sem a importância dos rituais. É comer por comer, correr por correr, beber por beber...

Compromissos não existem mais, satisfações também não. Homens comendo homens, em todos os sentidos novamente, perdoem-me as repetições, mas a vida é assim, o que posso fazer?

Repete-se sem querer repetir, apenas não damos conta que repetimos, faço com você o que fizeram comigo, sem arrependimento e com seu consentimento.

Tolo pensar que se é diferente, somos todos iguais nesse mundo banal e boçal de homens carnívoros e sedentos de satisfação pessoal.

É com certeza um eterno ritual.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Eu bebo.

Eu bebo porque tô triste, mas também bebo porque tô alegre.
Bebo pra relaxar, mas também bebo pra agitar.
Bebo pra comemorar, mas bebo pra me lamentar.
Bebo porque tô amando, mas bebo porque terminei namoro.
Bebo porque o Fluminense venceu, mas também bebo porque o Fluminense perdeu.

Bebo porque é líquido.
Bebo pra dormir.
Bebo pra esquecer e acabo bebendo pra lembrar.
Bebo pra sonhar.
Bebo pra encorajar.
Bebo pra falar, mas também bebo pra calar.

Quantas cervas já bebeu? Pergunta-me Mamadi. Respondo que incontáveis são as gotas de amargura que coloquei pra dentro e incontáveis as gotas de felicidade que joguei pra alma.

Eu bebo.
Sim, eu bebo e faço o que não devia fazer.
Eu bebo pra te dizer tudo aquilo que sonho sóbria.

Eu bebo e talvez esteja na hora de beber água. E só.

Vamos beber.