Porque nem sempre o querer é poder.
Às vezes o poder não é querer também.
Quantas vezes posso e não quero?
Porém toda vez que quero não posso e quando eu quero, posso, mas não dá?
O que eu faço para dar certo?
Não sei. Se soubesse já teria feito!
Muitas vezes quero, mas não querem! Nessa hora que complica, mas sempre que podem eu quero!
Queria ser compositora, escrever canções bonitas. Não precisava ter sucesso, só poderiam ser gravadas...
Mentira, queria mesmo era compor, que gravassem, que fizessem sucesso, e que me trouxessem DINHEIRO! Não precisava ter fama, isso não quero, mas não significa que possa prever isso, já disse, nem sempre querer é poder!
Eu queria você comigo, mas não posso ter, não tenho, mas penso que posso ter, me traz consolo. Nem choro mais.
Escrever é bom, queria escrever sempre mais, mas não é possível, só não sei porque, talvez seja para economizar lápis, ou seja, para priorizar o qualitativo em detrimento ao quantitativo.
Corações dilacerados pela dor do amor
Dor do amor não correspondido
Dor, amor, dor... Contradição em pessoa.
Dádiva do amar aliada a lágrima do chorar do amante amargurado.
O que fazer?
Chorar, calar, gritar?
Clamar pelo amado que não é amante
No sofrer do poeta delirante
Sempre na fuga de uma dor pulsante e constante que é o amar sem ter o retorno esperado, sonhado... É a vida.
Dor de amor, fogo que queima a alma, só quem sente essa dor sabe o que é sofrer de amor.
Mas quem não quer arriscar sentir essa chama queimar no peito?
Mesmo quem foge é alcançado, mesmo sem querer.
Eu fujo, você foge, mas não adianta, é eterno, o melhor é se entregar e rezar para ser correspondido, ser o amado amante, ter as noites insones ou bem dormidas.
Amor, dor, calor que aquece o peito aflito.
Frio, gelo que endurece o coração ferido.
Tudo isso por causa da dor.
Dor do amor não correspondido.
Eu queria brincar com uma letra e acabei formando uma palavra.
Quis brincar com a palavra e formei um verso...
De brincar com um verso, formei um poema...
Um poema sem esquema, com dilema e palavras com tremas e temas sem sentido, escondidos em versos jogados em folhas brancas sem graça.
A graça que falta ao mundo no todo e nas partes...
Partes da arte poética. Sem regras, sem formas, formar sem querer, querendo sem querer ver que o disforme forma o conjunto de palavras, versos, letras e poemas.
Idéias vindas da mente.
A mente que apenas brincava com a letra
Que formou a palavra, criando o verso, gerando o poema no verso e reverso,
Do certo pelo incerto no processo criativo do poeta que cria e recria suas frases soltas em folhas brancas sem graça que se tornam coloridas ao se formarem os versos escritos por querer tentando se passar por sem querer nesse processo displicente no mundo criativo da mente.
Perdoe-me, eu não queria tirar sua concentração.
Concentração que sem querer leva à perfeição.
Perfeição que não existe sem inspiração
Inspiração que me faz escrever a canção.
A canção que toca o coração
Coração que chora em silêncio
Pelo silêncio da voz que fala.
Da fala que, por sua vez, cala o coração.
A causa do efeito,
O efeito que causa quando é feito algo.
Fazer algo que cause efeito,
Efeito causado por ter feito aquilo que causa efeito.
A causa do caso, no acaso do descaso com o caso.
Ao passo do compasso marcado,
Na marca do passo,
Do uso do marcapasso.
Marcar o passo para não perder o compasso e a passada marcada a cada passo.
Passadas largas, largadas na vida, jogadas ao vento, perdidas no tempo.
Perder o tempo, tempo perdido, pedido de tempo do tempo vivido.
Viver o momento, momento de vida, vida que segue, que vida bandida.
Bandida é a vida que não é vivida, vida corrida pra não ser perdida, mas já foi perdida.
Perdida no tempo, daquela vez que foi jogada, jogada no vento.
Vento que venta forte e constante.
Inconstante é o tempo que se perde no vento.
Perder e ganhar,
Ganhar a corrida na estrada da vida,
Vida vivida,
Seguida e corrida
Corrida e sentida, pra não ser perdida,
No tempo ou no vento...
A cada momento,
Sem contratempo
E sem sofrimento.
É engraçado a percepção que as pessoas tem de você.
Já reparou que a visão que você tem de si não é a mesma que sua família tem, que na verdade difere da visão que o patrão tem de ti, que é completamente diferente da visão que o colega de trabalho tem que culmina numa visão estratosfericamente oposta a que a sua família tem desse mesmo ser que é você?
Então.
Às vezes me pego sentada e me analiso e, cara, é bizarro.
Eu me vejo sem atrativos, algumas vezes uma forçada de barra, outras nem tanto.
Mas algumas vezes me vejo um tipo bacana demais, que porra, eu até solto um "eu seria muito minha amiga, eu ia gostar de ser minha amiga".
Eu sou de fases.
Mas eu me preocupo, pois muitas vezes tenho uma visão não muito positiva sobre mim. Mas penso que eu sou até legal. Gosto de ser legal. Não faço a mínima força pra não ser. Pelo contrário, me esforço sempre e constantemente em ser uma pessoa positiva ao próximo. Negatividade é ruim demais pro convívio. Consigo não.
Gosto do riso, gosto do gracejo, gosto da paz de espírito, eu gosto de leveza!!!
Eu não sei muito bem, mas eu acho que minha família me vê como um tipo anti social. Confesso que o cansaço tem me tornado anti social.
Eu passo o fim de semana completamente imersa em meus pensamentos, feitos sobretudo sobre a cama, de frente pra tv, e sim, isso mesmo, deitada.
Porta do quarto fechada e eu deitada. Gente, o cansaço, a idade, eles são terríveis, não discuto com eles, eu os obedeço e sim, vivo deitada.
Caras, eu realmente não sei se a gente consegue se definir.
Eu sei que não curto personagens. Eu sou exatamente como me porto. Sou sagaz, mas beiro o ridículo, mas não me envergonho disso. Penso besteiras e falo. Tenho gostos estranhos e confesso a quem quiser ouvir. Não ligo. Julgamentos virão, mas acredite, reciprocidade de sentimentos também. Por mais ridículo que você seja, sempre há de ter um outro ridículo igual a você! Caras e isso é bom demais!! Quando os ridículos se juntam é só prazer, não tem como ter erro!
Eu sou muito feliz com os ridículos que me cercam, pois são iguais a mim.
Penso que os que se afastaram eram pra ser afastados mesmo. Não me pertenciam, não se adequaram ao meu estilo e fatalmente eu também não me adequei aos deles.
Nesse caminho não existe certo e nem errado.
Somos assim.
Vivemos assim.
Felizes assim.
Só queria que você soubesse que sinto sua falta.
Sim, é contigo mesmo que estou falando.
Sinto horrores de saudade,
Mas me esforço o dobro pra não demonstrar.
Me esforço porque sinto que é vergonha demais querer sem ser querido.
Escrevo trocentas frases mentalmente,
mas não envio nenhuma a ti.
As que envio você ri e me confunde.
Será que ri de mim, ri pra mim, ri de nervoso?
Ri pra não deixar no vácuo? Talvez.
Eu não sei.
Não sei se devo, se tenho o direito, se é direito.
É muito chato ser otário publicamente, mas eu até que sou.
Já te confessei ainda sentir ciúmes, não devia, mas faço no impulso.
Faço tudo no impulso, só não me impulsiono além do medo.
Já perdi a noção, a razão, ah já perdi.
Nem ligo mais.
Não importa mais o que se perde...
Uma vez que te perdi e nem vi.
Tanto não temo que não me furto de chegar, afinal toco todo mundo toma.
Mas confesso que ultimamente venho me sentindo estranha, pois está na moda uma espécie estranha de toco, "o toco fofo".
O toco fofo é aquele que a pessoa te elogia, te coloca no pedestal e depois te empurra. Rapaz, dói muito, pois você tá perto do céu e do nada tá no chão.
Acredito que minha fofura é um convite ao toco fofo. Poucas tem a coragem de chegar e falar, " olha, eu não quero!".
Na verdade eu finjo e na hora rio, mas no fundo dá uma dorzinha.
Mas a vida segue né? A gente vai seguindo tomando novos tocos e sorrindo. Mas ainda prefiro aquelas que dão toco fofo do que aquelas que fingem que não entenderam... Mas isso é papo pra outro texto.
A gente pensa que vai crescer e vai saber resolver os problemas, mas a gente não sabe resolver. A gente continua perdido feito criança.
Não sei se acontece com todo mundo, mas comigo acontece. Eu não sei como resolver.
Eu continuo tentando ser vista como na adolescência. Tentando me enquadrar, mas não me enquadrando. Tem dia que tudo fica ainda mais cinza, mais chumbo, mais pesado.
Se a gente soubesse permaneceria criança. Mas quando a gente é criança quer ser adulto porque acha que vai resolver tudo sozinho. Que vai pelo menos saber resolver.
As coisas são mesmo estranhas. Aparentemente eu sou a pessoa mais tranquila em relação a tecnologia. Pensava ser. Atualmente venho diariamente me surpreendendo com as novidades tecnológicas ao ponto de em alguns momentos proferir a frase "nunca pensei que". Me diga, existe frase que demonstre mais a velhice do que "nunca pensei que veria uma coisa dessas!!!" Acredito que não.
Pois bem, dos aplicativos existentes, confesso que fico encantada com os de solicitação de táxi. Rapaz, a primeira vez que usei pensei até que tinha feito errado, pois isso me parecia um pouco inverossímil. As questões eram do "ah vá que o taxista vai me achar aqui?" até a mais idiota das surpresas "caramba, aparece a foto do motorista, a placa, os minutos de espera, caralho que foda!" Virei criança ou virei idosa mesmo. Sim, alguma coisa nesse extremo.
O importante é que o taxista achou e eu cheguei ao ponto que queria chegar e etc.
Outro aplicativo que me fascina é o de pedir comida. Eu não consigo me conter de felicidade com essas coisas, eu amo a tecnologia, mas me assusto também. Porém depois que o susto passa eu tento tirar o máximo de proveito das coisas, pois facilitam mesmo a vida. Tanto que do nada eu pego o celular e peço comida sem ao menos estar com fome, sei, isso não é muito difícil, pois vivo sem fome, mas o que me deixa perplexa é o fato de pedir só pra usar o aplicativo mesmo... loucura.
Eu agora paro e penso em que tipo de aplicativo deva existir e eu ainda não conheça. Às vezes lanço a dúvida/desafio "duvido que exista um aplicativo que faça isso" e pesquiso e não é que existe?
Enfim, a gente vai ficando velho e se surpreendendo cada vez mais com as coisas que pra juventude ficam cada vez mais comuns e simples. É por isso que a vida é tão legal, porque temos os contrastes. Temos o viver e aprender.
Na realidade não me faltam ideias ou disposição em coloca-las no papel. Sendo bem sincera, coisas sobre o que escrever me brotam facilmente. Mas falta algo sim, eu menti no título. Me falta tempo. Me falta espaço pra parar e escrever sem correr. Escrever de forma concatenada e sem muito pensar, apenas escrever.
A opção pelo não amadurecimento é desfeita facilmente quando a vida de adulto te obriga a ser mais adulto do que você espera ser. É chato, mas às vezes acontece. Eu nunca pensei que reclamaria do tempo, na verdade da falta dele.
Sinto sua falta. Sinto mesmo. Saudades eternas do tempo que eu tinha tempo a perder.
Cadê você que me abandonou? Tempo safado! Jurava que seria eterno companheiro! Me iludi. Normal, né? Quem nunca?
Ilusão é coisa relativa, na verdade subjetiva. Nem sempre nos iludimos, às vezes nos entregamos e esperamos o que há de vir. A gente sabe, a gente só espera o acontecer.
Mas o tempo, sendo sincera e realista, nunca me disse que seria eterno. Eu na verdade que pensei e idealizei. Não é sério. Não é verdade. Não é nada.
Volta, tempo!
Fica, tempo!
Me ame, tempo!
Seja meu, querido tempo...
Aquele momento que você desiste definitivamente de algo ou alguém é um momento de alívio e paz de espírito.
As vezes a gente já sabe a resposta, mas fica pagando pra ver.
O momento que você desiste de dar murro em ponta de faca há de ser celebrado, comemorado, vibrado e etc. É o momento que você decide que você é mais importante, que já basta de entrega, que é bom se dedicar à si mesmo.
Hoje fiz essa opção. Hoje decidi que não há nada e nem ninguém mais importante que eu. E se você me conhece deve imaginar o quão difícil foi pra mim. Eu que sempre coloco o outro à minha frente. Hoje não. Hoje pensei, ponderei e decidi que valho mais, sou mais importante, pelo menos pra mim mesma.
Basta. E hoje bastou, hoje decidi me amar, me cuidar, ser importante pra mim, me dedicar a mim e ser feliz.
O blog não é feminista. Não sou exemplo disso e nem me prendo a regras ou posturas sociais. Porém, nada me deixa mais descaralhada da cabeça do que a justificativa batida e sem noção para atitudes estapafúrdias como: "Ah, mas ele é homem"
Me revira o estômago o passe livre que concedemos aos meninos para boçalidade ainda nos tempos de hoje. Me impressiona, mas ainda ouço muito esta frase. Me impressiona ainda mais não o fato de dizerem a frase, mas a concordância, quase sempre, de quem ouve.
Enquanto concedermos esses passes fica difícil a mudança de esquemas sociais sedimentados. Se ainda hoje pensamos em coisas de menina e coisas de menino fica difícil lutar por quebra de tabus. Se optamos por esteriotipar fica complicado lutar contra o retrocesso mental de quem vê problema na propaganda do Boticário.
Enfim, não sou exemplo. Faço certas coisas que podem ser passíveis de críticas e não fujo delas, estou sempre disposta a recebe-las, inclusive curto, pois reflito sobre, mas tem coisas que não caem bem e se não digerimos precisamos botar pra fora. Botei e tô mais leve.
Completamente à favor do peido livre.
Só quem já passou muito mal por causa de gases seria capaz de proferir a frase com tamanha sinceridade.
Eu, na mais tranqüila certeza, digo que nunca mais seguro peido, pois as consequências são aterradoras. A dor não tem comparação.
Que me desculpem os envergonhados, polidos, tímidos, educados ao extremo, mas eu não seguro mais peido, pois a dor eu sinto sozinha. O odor podemos dividir, aceitem a natureza humana!
Sim, vou peidar em público. Sim não me envergonho, sim, sou livre.
Peidando e sendo feliz!
E principalmente, sem dor.
Estava exatos 15 dias sem beber.
Eu tenho dessas coisas de parar pra fazer balanço. Se bem que nem sei o que eu estava revendo quando resolvi fazer balanço.
Só sei que do mesmo jeito que parei pra refletir recomecei a beber.
Tomei uma latinha e fiquei bêbada. Acontece quando perdemos o hábito.
Essa comparação serve pra muitas coisas. O hábito é bom, penso eu. A rotina me faz bem. Eu preciso de rotina.
É rotineiro rever tudo.
É rotineiro perceber que não preciso parar.
É rotineiro ser rotineiro.
É rotineiro...
Procede.
De fato eu não tenho muito freio.
Talvez eu tenha freio, mas opte por acelerar na curva.
Eu não sei.
É claro que o procedimento de acelerar na curva é errado, mas o que posso fazer?
O complicador nessa situação é que com você ao meu lado eu não consigo usar o freio.
Eu só penso em acelerar.
Vou tentar usar o freio mais vezes.
Não sabia que correr demais te incomodava.
Agora eu sei.
E foi bom saber.
Foi muito bom saber.