domingo, 27 de novembro de 2016

Caminhos e pontes.

Pontes que nos levam a mundos nada agradáveis.
Fato que essas pontes existem e se existem são necessárias as travessias que fazemos. Por pior que seja o percurso a necessidade em fazê-lo existe.

Cargas nem sempre positivas, mas que recarregam o corpo vazio. É o viver. Será preciso estancar a sangria, arrancar o mal, purificar a alma.
Para certas coisas não existe o plano B, é preciso enfrentar.

36 anos e ainda adio essa decisão como se tivesse 12 anos. O medo paralisa as ações que deveriam ser práticas. O medo talvez seja o meu maior companheiro de vida. Ele me limita, mas também me norteia. Sei que deixar ele nortear minhas ações é também um pouco de comodismo, mas é algo a ser trabalhado.

Amadurecer a idéia, pensar coisas práticas e me preparar para reações adversas, esse tem sido meu dia, minha semana, meus últimos meses. Por mais que planeje, só consigo pensar o pior é isso me amedronta, me paralisa e me acomodo.

Será mesmo a hora? Me pergunto sempre. Me respondo com outras perguntas "por quanto tempo você ainda aguenta carregar esse peso?" Essa última pergunta é o que me empurra pra frente, pois está pesado demais e não sei se consigo aguentar por tanto tempo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

A gente vai levando...

É muito ruim quando a única coisa que você quer é chorar gritando, feito criança, mas você lembra que é adulto e precisa ser racional e controlado.

Então você chora baixinho, quieto, inaudível. Apenas deixa a lágrima escorrer. Acho que não é a mesma coisa, mas não deixa morrer sufocado.

E a gente vai levando.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

"Aquilo que dá no coração"

Quando a gente se pega apaixonado nos fechamos pro mundo. Longe de mim fazer de regra um hábito meu, então corrijo. Quando me pego apaixonada me fecho pro mundo e isso não é bom.

Não há ninguém que me faça desviar o olhar do meu foco. É árdua a tarefa de focar onde você sabe que talvez não colha frutos, mas o não conseguir desviar é mais forte.

Poucas vezes me vi tão apaixonada e ao mesmo tempo tão certa de que não passarei disso, estar apaixonada sem garantia de desfrute da paixão. Nesta mesma tocada posso garantir que também nunca estive tão tranquila como hoje.

A maturidade te leva à caminhos mais tranquilos, te dá serenidade e às vezes é tudo o que precisamos pra passar pelo vale.

É fato que meus olhos hoje estão fechados, não consigo ver ninguém além de você. Meu coração hoje é o comandante de todo o meu resto. E ele me cega. Não consigo olhar a volta e perceber outras pessoas. Não consigo perder o foco. Não consigo ver além de você.

Eu não consigo querer.