Pontes que nos levam a mundos nada agradáveis.
Fato que essas pontes existem e se existem são necessárias as travessias que fazemos. Por pior que seja o percurso a necessidade em fazê-lo existe.
Cargas nem sempre positivas, mas que recarregam o corpo vazio. É o viver. Será preciso estancar a sangria, arrancar o mal, purificar a alma.
Para certas coisas não existe o plano B, é preciso enfrentar.
36 anos e ainda adio essa decisão como se tivesse 12 anos. O medo paralisa as ações que deveriam ser práticas. O medo talvez seja o meu maior companheiro de vida. Ele me limita, mas também me norteia. Sei que deixar ele nortear minhas ações é também um pouco de comodismo, mas é algo a ser trabalhado.
Amadurecer a idéia, pensar coisas práticas e me preparar para reações adversas, esse tem sido meu dia, minha semana, meus últimos meses. Por mais que planeje, só consigo pensar o pior é isso me amedronta, me paralisa e me acomodo.
Será mesmo a hora? Me pergunto sempre. Me respondo com outras perguntas "por quanto tempo você ainda aguenta carregar esse peso?" Essa última pergunta é o que me empurra pra frente, pois está pesado demais e não sei se consigo aguentar por tanto tempo.
