segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Culpa

Talvez eu não estivesse tendo a real dimensão do quão calhorda estava sendo nessa situação. Como num estalo me dei conta. Parece que vi um filme passando e nele estava sendo narrada toda essa história. E fiquei triste.

É claro que sempre pensamos que agimos eticamente, mas nem sempre é assim. Estava falhando, estou falhando, e talvez seja preciso rever conceitos e posturas.

Fica tudo mais claro quando você faz o exercício de se colocar no lugar do outro. Se ver numa posição desconfortável te faz pensar. Te faz rever e assumir erros.

Não gostaria que fizessem isso comigo então porque estou fazendo? Ainda não tinha me perguntado isso. Até que ponto vale ferir seus princípios? Você não é feita dessa massa, Danielle. Volte ao pó. Se refaça, você pode e merece mais.

É hora de se afastar do que não te faz bem e, principalmente, não ser responsável pelo mal de alguém, pois sim, você também terá culpa, terá responsabilidades e nem adianta dizer que você não deve nada a ninguém, pois deve.

Deve especialmente a você mesma.

sábado, 29 de agosto de 2015

I'm fine, man!

- Aparentemente está tudo bem.
- Psicologicamente?
- Indo.
- Fisicamente?
- Não.
- Estrategicamente?
- Ah, esquece.
- Ideologicamente?
- Que isso?

- Como tá a mente?
- Ai, tá fenética!
- Você não gostaria de alongar as respostas?
- Alongar cansa, vou continuar assim mesmo.
- Prefere?
- Sim, claro.

- Pois bem...
- Hum.
- Tá dando a hora, né?
- Tá, posso sair antes?
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Ok então.
- Ok.
- Até semana que vem.
- Até.
- Tchau.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Tão eu...

Será Que Vai Chover?
Os Paralamas do Sucesso
 

Eu fico pedindo atenção
Cachorro fazendo graça
você não diz nem sim nem não
Faz que não entende disfarça
E me pergunta com essa cara
Será que vai chover ?
Eu não sei não não
Eu sigo chamando mas
você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
E me pergunto
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

Eu ando tão perdido de desejo
Em cada esquina imagino te ver
Hoje é domingo eu tenho vinte e cinco
Eu acho que vai chover
Eu sigo chamando chamando
Mas você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

Eu ando tão perdido de desejo
Em cada esquina imagino te ver
Hoje é domingo eu tenho vinte e cinco
Eu acho que vai chover
Eu sigo chamando chamando
Mas você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

Eu fico pedindo atenção
Cachorro fazendo graça
você não diz nem sim nem não
Faz que não entende disfarça
E me pergunta com essa cara
Será que vai chover ?
Eu não sei não não
Eu sigo chamando mas
você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
E me pergunto
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

Eu ando tão perdido de desejo
Em cada esquina imagino te ver
Hoje é domingo eu tenho vinte e cinco
Eu acho que vai chover
Eu sigo chamando chamando
Mas você não me abraça
Mais um pouco eu desisto
Eu quase morro de raiva e disfarço
Será que vai chover ?
Eu não sei não não

sábado, 22 de agosto de 2015

Sometimes

Não foi uma boa semana.
Não está sendo um bom ano.
Mas há de melhorar.

Essa fé que o ser humano está condicionado a ter é o que tem me empurrado em 2015.
Fica até difícil dizer o que tem sido mais extenuante, mas nada impeditivo. 
É só preciso um pouco mais de força pra empurrar.
Longe de mim pensar que apenas uma virada de ano possa mudar um panorama, mas é nisso que a gente se agarra.

O barco tem ido bem devagar, mas tá indo. 
Celebremos esta brisa que tem empurrado o barquinho. 
Queria que a cabeça seguisse o mesmo rumo do coração. É tão complicada essa luta.
Às vezes me vejo cansada demais, mas é muito mais pelo esforço de negar, de pegar atalhos, de fugir do caminho usual, de evitar confusões, conserta situações, enfim, de ter que ser muitas em uma.

Às vezes queria ser apenas uma.
Às vezes não queria ser ninguém.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Laço

Laçou.
Lá se vou, vai, foi.
Lá.

Laçado.
Lá sou mais eu.
Lá somos nós.

Lá se foi meu sossego.
Lá vem você de novo.
E lá vem e não está só.

Lá que não é cá.
Lá que não é pra já.
Ladainha.

Lama
Lata
Ladra.

E lá ficou.
Lá.
E eu cá.

Enfim.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Puta dia bonito e...

Tô aqui sentada no sol descansando do almoço e acabei me perguntando como é que a gente aceita trabalhar 10h (dez horas) por dia e de boa?

Caras, por melhor que seja o salário e os benefícios é muito tempo gasto pra outros e pouco pra você.

Tudo bem que precisamos trabalhar  pra garantir o sustento, os luxos, manter a sacralidade do trabalho, mas gente!! É muito tempo!!

Esses dias de volta ao trabalho (tava de férias) estão sendo bem difíceis, pois quando se experimenta o que é bom você acaba acostumando. Tenho só repetido "puta dia bonito e eu trancada nessa sala". É uma verdade, puta dia bonito e nós trancados numa sala! O que a gente vive? Quando vivemos? A que custo?

Dá vontade de levantar do banquinho e ir ao RH pedir demissão. Mas não dá, né? Tem as contas. Tem a smart TV pra pagar rs.

Aceita, Dani. Aceita.
Mas que dá vontade, dá.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Qual o rumo?

É tudo muito enigmático.
Sempre um mistério e todo um labirinto pra se chegar a uma resposta.
Se a vida é um mar, sei que tenho como navegar.
Tenho minha jangada.

Flutuo nessas águas nem tão tranquilas assim.
Fiz minha embarcação com os tocos diários dessa vida.
Vão remando rumo a ilha deserta.
Lá ficarei em paz.

Vou sem um Wilson.
Na solidão se encontra respostas.
E atrás delas que vou.
Não devem estar tão difíceis assim.

E o rumo?
E o prumo?
E o equilíbrio?
Ah, pra que, né?
Não precisamos.

Ser solto
Estar solto
Sem norte
Apenas com a sorte.

E vamos que vamos nessa direção
Remando
Remando
Remando
E
M
A
N
D
Onde vamos parar?

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

E aí?

Hoje não, Faro!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Alvoroço!

Eu abri a página disposta a inventar qualquer parada aqui.
Acredito que esteja viciada em ter que falar mesmo sem ter o que dizer.
Mas confesso que ando tão encatiçada que escrever é até bom. 
Imagina eu falando o tanto de besteira que penso?

Sério, imagina o tanto de besteira que eu tuitaria se falasse tudo que tenho pensado?
Essa semana eu tô mesmo na vontade de perturbar. É muito bom perturbar. Que me desculpem os que estão sob a minha perturbação diária, mas não consigo evitar. Confesso a vocês que não falo e não sacaneio vocês nem metade do que penso.

É muito bom ter uma mente trakina. É o que eu penso, mas não sei se é bom pra quem tá por perto.
Eu sei que deve ser terrível a agitação, a hiperatividade, a vontade que devem sentir de gritar "pelo amor de Deus, para um pouco!" Mas as pessoas suportam. Eu não sei como, mas suportam!

Queridos, perdoem o alvoroçamento, tenho tentado acalmar (em vão).
Enquanto isso apenas fiquem na paz de Deus e fé no pai que o inimigo cai.

Amém!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ser impulsivos, estar impulsivo.

Ninguém te conhece melhor do que você mesmo.
Sei lá, talvez a mãe possa chegar perto.
A verdade é que só você mesmo sabe seu poder de destruição.
Tenho parado pra refletir e me perguntado qual dessas características me prejudica mais:
ansiedade ou impulsividade.
Hoje me peguei pensando nas duas. Não consigo mensurar qual seja a pior. Ou qual me prejudique mais. Sei que delas são desencadeados outros desajustes. É interessante perder um tempo com suas fraquezas e tentar trabalhar sobre elas, mas ao mesmo tempo é doído.
Eu costumo rir dessas reflexões, pois rir de si é bastante honesto e causa uma boa sensação. Geralmente me pergunto bastante como é possível que eu tenha errado tanto e como eu continue errando tanto ainda.
A resposta é o fato de ser humano. E humano tá na terra pra errar. Venho, faz tempo, falando "Dani, não se cobre tanto". " Dani, não confie tanto ". " Dani, não se jogue tanto ". Meu problema é que a ansiedade e a impulsividade não me permitem ouvir meus próprios conselhos, quiçá ouvir o conselho de outros.
Tenho trabalhado a aceitação ao erro. Me falado que não é feio errar e que não há vergonha nisso. Não se envergonhe, cara. Vergonha é não ter história pra contar.
Pense nisso.

Açoite.

Açoitou
Sinceramente cortante
Apaziguador furor.

Cartas marcadas
seladas,
carimbadas e
enviadas.

Cessou.
Não, nem de longe.
É clamor.

É chama
Me chama
Me queima.

É dor.
Será?
Parece medo.

Não sei.
Talvez seja calor.
Furor,
Ardor,
Sim, calor.
Calor de amor.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Mas é preciso odiar?

Existe uma forte corrente que prega o ódio puro e simples a todo e qualquer indivíduo que um dia foi seu par amoroso e que por consequência do destino hoje não é mais par. Será que é ímpar? No caso os e as ex.

Pois bem. Essa semana tive uma conversa esclarecedora, de forma amistosa, com uma ex. Sim, eu converso com todas e me considero normal.

O tema era: você me odeia?

O questionamento vinha dela. A surpresa era minha, pois não estava conseguindo ver cabimento na pergunta, mas respondi, pois nada me custava.

Respondi que não. A surpresa passou a ser dela, pois em sua mente não cabia eu não odiá-la uma vez que somos ex.
Pois bem, perguntei onde e quem inventou tal lei.

Eu tenho imensas dificuldades em pensar que alguém a quem desejei as melhores coisas enquanto estava comigo passe a ser alvo de ódio por não estar comigo.
É claro que existem casos e casos. Tem ex que falo por educação, pois não merecia mesmo mais uma palavra, porém eu consigo esquecer as coisas ruins e focar no que passou, passou e segue o fluxo.

Tem ex que pensa que arrasou com a gente, mas na verdade fez favor. Eu deveria me chamar Poliana por ver tudo positivamente, mas é assim que sou. Nem sempre estar com alguém é o melhor pra você. Às vezes um fim seja o melhor pras duas partes.

É claro que isso não é uma regra. Assim como não acho regra que se tenha ódio ao ex não quero colocar como o certo ser amigo de ex, pois cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, né? Só o dono da dor sabe quanto dói. Então deixa fluir, segue a vida, não force a barra, pois o que tiver de ser será.

Eu gosto de todas as ex. Quero bem de todas. Algumas um pouco mais que outras, mas mal eu não quero de nenhuma. Entendo aquelas que preferem o afastamento. Não critico e não forço. Mas eu tenho um carinho imenso por aquelas que ainda abrem um sorriso pra mim. Que falam comigo sem parecer que quero algo além do que elas queiram oferecer. Sim porque tem essa também de pensar que você tá próximo porque quer recordar. A gente precisa ser mais leve. A gente precisa suavizar. A gente precisa humanizar.

A gente também precisa parar de escrever depois de beber.

:)