domingo, 17 de julho de 2016

Uma pena.

Às vezes você sente falta de parceria.
Não uma parceria seletiva, uma parceria do talvez, mas a parceria que feche contigo mesmo naquela situação chata, vexatória, que você diz: "meu Deus, só vou porque te amo".

Me pergunto se é errado buscar isso. Me pergunto se sou adepta de uma utopia por pensar em um mundo que na conjuntura atual venera o desapego.

Detesto muito me sentir a parte do mundo. É como me sinto quando ainda hoje acredito no amor e no encontro de pessoas que busquem algo diferente do tanto faz. Não julgo quem prefere o desapego, mas lamento ter tão poucos que prefiram o apego. O estar junto, o querer estar junto, o prazer em estar junto de alguém específico e se orgulhar de ter aquela pessoa ao seu lado.

Sinceramente eu não sei mais se devo continuar uma busca por algo, que creio eu, esteja em desuso. Talvez fosse mais fácil sacrificar e tentar se enquadrar nessa lógica do descartável. Do desapego.

Uma pena não saber lidar com isso. Uma pena saber que vai continuar sofrendo e nadando contra a maré. Uma pena ser o teimoso. Uma pena.

Talvez essa seja a frase que resuma o atual momento em que vivo: uma pena.

But, let it go.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Things

As perguntas que a gente se faz e não consegue responder.
As lutas que a gente desiste de lutar porque não consegue entender as derrotas nos rounds.
As coisas completamente diferentes de como pensamos ser.
Isto é viver.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Bola em jogo...

Eu tenho enormes dificuldades de entender que a vida não é uma eterna competição.
Eu não consigo nem ao menos acreditar que não seja. E talvez eu esteja certa e ela seja mesmo uma sufocante disputa territorial.

36 anos e parece que não compreendi até hoje que jogo é esse que fomos obrigados a jogar. Fomos colocados em Campo sem ao menos ter o direito de escolher o time. Você já chega com o time escolhido e é com ele que você vai buscar o título. É com ele que vai vencer.

A tristeza que eu sinto reside muito mais em achar que perdi muito mais do que acho que venci. É difícil quando você não sabe que jogo é esse. Será que venci, estou na frente? Será que tenho chance de vencer.

Nunca saberei, pois não sei o que estou jogando. Não tem nada errado em não saber. O problema está no fato de saber se o jogo pode virar ou não.

Vivendo e aprendendo a jogar. Vida que segue. Jogo que segue.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Do que eu preciso?

A gente está continuamente em busca de algo que nos preencha.
Cada um opta por um artifício, meio, atividade que supra o vazio.
Nem sempre esse vazio é ocupado, mas não é por falta de tentativa.

Você já se perguntou do que realmente precisa?
Será mesmo que este vazio precisa de preenchimento?
Será mesmo vazio? Não sei.

E se a gente inventa um vazio pra buscar o tal preenchimento?
Eu às vezes penso isso?
Eu busco tanto algo que nunca chega que ultimamente tenho pensado se realmente preciso disso.

Será que é necessário um amor, uma alma gêmea, um par?
E se na verdade você nasceu pra ser ímpar e teima em ser par, contrariando sua natureza numeral?
Vai saber.

Vale mais buscar um par e correr o risco do sofrimento linear ou tentar experimentar o ser ímpar?
Mas muitas vezes o medo do diferente, do novo, te assusta.
A gente está condicionado a ser par. E nem se pergunta se realmente precisa ser par.

Parece um texto amargurado, mas muito pelo contrário, é um texto de paz.
Talvez seja o início da lucidez chegando nesse bloco teimoso.
Há beleza no ímpar. Há paz de espírito no ímpar. Você só precisa aceitar isso.

Muitas vezes a luta é com você mesmo. Eu sei bem disso.
Como já falei muitas vezes aqui, a culpa é do "eu quero assim e quero agora". Longe de ser um mimo, tá mais pra um estilo kamikaze do que um ser mimado.

E como me arrebento pela simples vontade de ser assim e querer agora.
Será que vale a pena?
É bom se questionar, mas é bom se responder também.

Não adianta fazer um questionamento vazio.
Ou fazer questionamentos que você sabe a resposta, mas finge não saber.
Não adianta tentar se iludir.

Juro que comecei escrever este texto pensando em falar sobre algo mais amplo, incluir o consumismo, se a gente precisa de tanta roupa, tanta bebida, tanta comida, mas sabe como é, o amor me domina.
O amor me guia e me faz falar dele e somente dele.
O amor me faz ser irracional.
Talvez esse seja o maior indício de que ser ímpar talvez seja a melhor coisa que eu possa fazer.
Trocar a irracionalidade pela racionalidade.
E quem sabe trocar um sofrimento prolongado por felicidades longas e constantes.

Pense nisso.
Largue mão do "tem que ser" e faça mais uso do "e por que não?"
e assim seja.