Ouro de tolo
Tolice é pensar no sofrer e não viver.
Tolos somos todos nós.
Sós, a sós, sozinho, solo...
O amanhã não se sabe
Então deixa fluir,
Vai saber.
Só.
Ouro de tolo
Tolice é pensar no sofrer e não viver.
Tolos somos todos nós.
Sós, a sós, sozinho, solo...
O amanhã não se sabe
Então deixa fluir,
Vai saber.
Só.
Acordo,
Bom dia.
Silêncio do dia.
Cochichos, resmungos, ataques e defesas.
Um café, uma água, outro café.
Almoço.
Resmungos... Tantos outros e mais.
Prepara, digitaliza, indexa, controle de qualidade, ok.
Café, água, café.
Tchau.
Ônibus, ônibus, caminhada.
Cerveja, cerveja, cerveja.
Cama.
Boa noite, BD, Boa noite, miga, Boa noite, mo, Boa noitche.
Tem dias na vida adulta que você se sente exatamente como se sentia no recreio nos tempos de escola: isolado.
Digo isso, pois nunca fui popular. Isso era coisa pro meu irmão, super popular, super temido, super querido e cobiçado. Até hoje assim. A mim cabia o papel de "irmã do cara popular".
Tem dias que tu acorda e não se reconhece, não se vê na sociedade, não se sente incluído em grupo nenhum. Apenas respira, sobrevive, mas não vive. Apenas levanta da cama e espera a hora de deitar novamente.
Hoje acordei assim e vou dormir assim. O amanhã não se sabe. E quem sabe? Ninguém sabe, ninguém quer saber.
Sem revisão, vai!
É engraçado como a gente planeja e finge ser natural, mas na verdade é socialmente construído. Tenho evitado escrever pra não demonstrar meu verdadeiro ser.
Às vezes optamos pela atuação acima do normal. Sim, tenho escondido minhas verdadeiras opiniões e pensamentos até em relação a mim. A gente finge, a gente esconde, a gente atua, a gente vive.